Capítulo 7
O CONHECIMENTO NECESSÁRIO QUE
TODO PROSSIONAL DO MUNDO
MODERNO DEVE TER
O conhecimento técnico é fundamental para se exercer qualquer atividade numa empresa. As empresas, ao selecionarem seus candidatos, esperam que todos que estejam disputando a vaga tenham o conhecimento previamente exigido. Mas o que vemos não é exatamente assim, pois lamentavelmente recebemos nas empresas inúmeros currículos de profissionais, sem qualquer condição de contratação. São pessoas, totalmente desalinhadas com as exigências para o cargo, totalmente despreparadas no aspecto de conhecimento técnico e até mesmo sem profissão.
O conhecimento técnico, com o passar dos anos vai se desenvolvendo e aprimorando. Por exemplo, lembro-me que quando ingressei no meu primeiro emprego, meu currículo continha um curso de datilografia que meu pai me incentivou a fazer com 12 anos de idade. Hoje, passado cerca de duas décadas depois, não basta ao profissional exibir o diploma de datilografia para entrar em uma empresa, até porque as empresas sequer possuem máquinas de datilografar.
Muitos profissionais ainda inserem hoje em seus currículos, informações com suas qualificações em informática, mencionando uma lista de programas que vão de editores de texto a programas gráficos, sendo que, alguns deles são totalmente inaplicáveis a função pleiteada pelo profissional. É preciso entender que saber usar um editor de texto ou elaborar uma planilha não é mais nenhum diferencial, pois se você vai exercer uma atividade administrativa, é pré-requisito que você saiba tudo isso, portanto não mencione uma lista de cursinhos que você fez, bastando apenas descrever que possui domínio em informática. Utilizando esse mesmo exemplo, o que tenho observado em muitos profissionais, que até mesmo utilizam o computador por anos, é o que chamo de operador leigo de informática. O operador leigo de informática é aquele profissional que só sabe fazer o básico no seu computador, não compreendendo mais nada além disso. Muitas vezes vi pessoas que sequer tinham capacidade de apertar a tecla esc quando o computador parava em uma tela qualquer que não era a esperada pelo operador. Por isso incremente seu conhecimento técnico a fim de conhecer além do básico e a melhor maneira de fazer isso é o que “informaníacos” chamariam de “fuçar”. Portanto, aprenda melhor sobre esse assunto a fim de conhecer melhor as tecnologias existentes.
Mas, o conhecimento não se restringe exclusivamente aos domínios da informática, pois envolve as áreas técnicas de atuação profissional. Neste respeito, o conhecimento vem se desenvolvendo, e as habilidades técnicas necessárias para o profissional do mundo moderno vão bem além de se aprender simplesmente a operar uma máquina, pois ele passou a ter de aprender a programar a máquina, assim também, não basta que ele seja apenas um prático, pois ele deve conhecer os fundamentos técnicos do trabalho a ser realizado.
Falando ainda de conhecimento atualizado para o desempenho das suas funções na empresa, a mais difundida forma pra a obtenção do conhecimento hoje é a escola. Existe à disposição dos profissionais um vasto número de cursos superiores e técnicos, palestras, workshops e assim por diante.
Uma vez que a oferta de cursos é grande, os profissionais devem escolher criteriosamente o curso que farão. Existe hoje uma disponibilidade muito grande de palestras motivacionais, que são capazes de levantar a auto-estima dos profissionais, mas são pobres no que se refere a “conteúdo”. Pessoalmente, não discrimino essa modalidade de palestras, mas entendo que os profissionais devem ter cuidado para não focar seu treinamento apenas nisso, para que não se tornem profissionais altamente motivados, sem, no entanto, qualificações técnicas essenciais.
Existem muitas empresas qualificadas no que tange a treinamento com programas altamente atualizados e aplicáveis às necessidades de mercado. Por isso, vamos destacar as principais opções disponíveis na busca do conhecimento do profissional de sucesso do mundo moderno:
CURSO SUPERIOR
Estamos começando a falar diretamente em curso superior, uma vez que isso se tornou um pré-requisito para boa parte das vagas disponíveis no mercado de empregos. Hoje, grandes empresas estão exigindo para os profissionais de atendimento em centrais de telemarketing que possuam um diploma ou estejam cursando um nível superior. Isso demonstra que a cada dia, o diploma de curso superior está sendo o passaporte para seu currículo ser aceito na empresa, sem significar diretamente uma contratação.
Há alguns anos atrás, o diploma de curso técnico bastava, mas mesmo assim considero que para o menor de idade que está ingressando no mercado de trabalho, possuir uma formação de nível técnico, é altamente recomendável, mas sempre lembrando que o colégio técnico não substitui o curso superior.
Existem atualmente os cursos de ensino superior destinado à formação específica ou tecnológica, com duração de dois a três anos. Isso pode ser uma vantagem para o profissional, pois em vez de cursar quatro, cinco ou mais anos para obter uma visão abrangente sobre uma determinada profissão, ele pode ter uma formação mais focada e depois fazer uma pós-graduação, podendo assim, no mesmo tempo de uma graduação bacharelada possuir dois diplomas: um de graduação tecnológica ou seqüencial e um de pós-graduação.
Essa modalidade de curso superior tem-se tornado uma febre em muitos países e tem sido muito bem aceita pelas empresas brasileiras, além de ser uma possibilidade de formação rápida para aqueles que precisam de um curso superior e já estão a anos no mercado de trabalho.
De qualquer modo não se esqueça de buscar sua formação profissional através de uma graduação, senão suas possibilidades de sucesso serão reduzidíssimas no mercado de trabalho.
PÓS-GRADUAÇÃO
Como o curso superior tornou-se um pré-requisito, o que poderá ajuda-lo é possuir um diferencial é a pós-graduação. Isso é fundamental, por exemplo, em áreas específicas onde somente a graduação normalmente não traz diferencial, como advogados, administradores, entre outros. É muito mais fácil para um advogado que é pós-graduado conseguir um diferencial competitivo do que aquele que não cursou uma pós-graduação.
Além disso, os cursos de pós-graduação em geral são rápidos e não demandarão tanto esforço e tempo para conclusão, podendo ser realizado em apenas dois dias da semana ou nos finais de semana. A mesma aplicação aos cursos de pós-graduação se aplica também aos cursos de MBA – Master in Business Administration (Mestre em Administração de Negócios) que há alguns anos tornou-se uma febre entre os profissionais e as empresas, tomando conta de todo país.
Tratando-se de MBA, o que temos no Brasil é uma verdadeira salada de significados, mas dito de modo simples podemos dizer que existem hoje:
• MBA de Mestrado Executivo que segue os padrões norte-americano, que é uma pós-graduação com as mesmas exigências do mestrado acadêmico sendo que poucas universidades oferecem isso no Brasil;
• MBA Executivo na qual a maioria dos MBAs brasileiros pertencem a essa categoria, que dá ao aluno uma formação generalista sobre gestão empresarial e é destinado a profissionais com determinadas experiências profissionais;
• MBA, que não passa de cursos de especialização sem enfoque generalista e que se utilizam da sigla MBA, face ao forte apelo comercial que ela dá.
Não é minha pretensão julgar as qualificações dos MBAs existentes, mas diante da enormidade de cursos oferecidos cabe ao profissional estar bem informado sobre a qualificação do curso, bem como da instituição que o oferece.
Possuir no currículo um MBA pode ser um diferencial importante ao profissional, pois além do forte apelo curricular, ele dará uma bagagem de conhecimento diferenciado, uma vez que a principal característica do MBA é justamente o foco prático da aplicação do conhecimento, tendo um programa rico em estudos de casos e a sua aplicabilidade no ambiente real.
Diante disso, podemos concluir que a pós-graduação ou o MBA dá ao profissional uma vantagem competitiva, mas não é tudo, conforme veremos no próximo capítulo.
Apesar de falarmos de graduação e da obtenção de conhecimento através de cursos, treinamentos, palestras, entre outros, não podemos nos esquecer de mencionar a importância da leitura para o aprimoramento profissional.
Cabe salientar sobre os critérios de escolha de títulos para leitura, diante da vasta disponibilidade existente, torna difícil a tomada de decisão sobre qual deles adquirir. Portanto é importante que o profissional também seja criterioso, uma vez, que a disponibilidade de livros de pouco proveito é grande. Você poderá observar o título do livro, prestando atenção ao seu conteúdo e analisar se ele é indicado às suas necessidades. Em diversas áreas de atuação, senão em todas, existem os autores normalmente qualificados como “gurus” do tema, que representam os livros de “leitura obrigatória”.
Por fim, complemente também seu conhecimento com a leitura de publicações especializadas, jornais, revistas e outros assuntos de interesse pessoal fora do contexto técnico, pois não basta ter apenas o conhecimento técnico, sem também conhecer outros assuntos, normalmente não relacionados com o aspecto profissional.
Conforme observado, o profissional deve possuir um excelente nível de conhecimento técnico, mas não deverá desconsiderar a importância do conhecimento de assuntos gerais, que incluem as informações obtidas em outras leituras conforme já mencionado, bem como através de programas de televisão, viagens e assim por diante.
Outro fator preponderante na definição do conhecimento profissional que você deverá se dedicar é justamente o grau hierárquico que você está ou desejará estar na organização. Para isso, vale a regra que quanto maior for o grau hierárquico, maior deverá ser o grau de visão do todo, ou seja, o nível de especialização do conhecimento será mais aplicável aos níveis hierárquicos menores enquanto que os profissionais de níveis hierárquicos maiores necessitarão de conhecimentos mais generalistas ou conceitual do negócio. Isso explica porque altos executivos muitas vezes trocam de organizações para segmentos totalmente diferentes aos anteriores e mesmo assim são bem sucedidos, pois possuem uma visão sistêmica do negócio que pode ser aplicado a outros negócios de ramos distintos.
Baixo Nível Hierárquico
Pessoal de produção, vendas e outros – Por tratar-se de baixo nível hierárquico, exige-se alto nível de conhecimento técnico das atividades desempenhadas normalmente voltadas apenas à função específica. Tais profissionais tendem a desconhecer totalmente os aspectos conceituais do negócio, mas possui um conhecimento voltado a execução de tarefas.
Médio Nível Hierárquico
Supervisor – Bom nível de conhecimento técnico, mas com visão mais ampliada. Normalmente são profissionais que já exerceram funções de baixo nível hierárquico e possuem uma visão prática. Começa-se a partir deste pilar a ser valorizada habilidades em gestão de recursos humanos.
Gerência – Médio nível de conhecimento técnico nos processos de produção e médio nos aspectos de conceituação do negócio em que a empresa está. As habilidades em gestão recursos humanos deixam de ser desejáveis e passam a serem necessárias, uma vez que tais profissionais passam a estar diretamente ligados a equipes.
Alto Nível Hierárquico
Diretores – Baixo nível de conhecimento técnico do processo de produção como um todo, médio nível de habilidades em recursos humanos, e alto nível de conceitual do negócio. Esses são os profissionais que entendem do negócio em que estão, incluindo os fatores ambientais externos que influenciam direta ou indiretamente a empresa, mesmo que desconheçam muitas vezes detalhes de como as tarefas são desempenhadas.
O modelo acima demonstra claramente que ao galgar níveis intermediários de gerência e supervisão, você deverá possuir habilidades em recursos humanos que o habilitem a lidar com as pessoas enquanto que na medida que alcançar níveis de diretoria você deverá também possuir conhecimento conceitual do negócio. Mas não se esqueça que a responsabilidade pelo desenvolvimento profissional cabe principalmente a você, tendo assim que buscar continuamente o autodesenvolvimento.




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