ANDERSON HERNANDES – Palestrante e Escritor de Marketing

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Como se Preparar para o Mercado de Trabalho

Muitos profissionais têm dificuldades de recolocar-se no mercado de trabalho e motivos não faltam para isso: o excesso de profissionais desempregados, desqualificação profissional e a alta competitividade são alguns deles. Mas como podem conseguir uma melhor recolocação?

Bem, o ponto inicial do profissional é avaliar suas qualificações profissionais e se elas estão adequadas à vaga pretendida. Isso se aplica aos cursos e habilidades pessoais do candidato. É muito comum que candidatos à vaga preparem currículos com qualificações e cursos totalmente desalinhados com a vaga pretendida. Recentemente ao entrevistar uma candidata fiquei decepcionado quando ela mencionou que pretendia fazer um curso de graduação numa área totalmente diferente para a pretendida. É claro que a vaga foi encaminhada para outra profissional.

Na entrevista o profissional nunca deve se esquecer do marketing pessoal. Por mais óbvio que possa parecer, muitos profissionais ainda não se vestem adequadamente para uma entrevista. Neste caso, para os homens esqueça a barba por fazer, camisetas e calças jeans e para as mulheres minissaia, miniblusa e decotes acentuados nem pensar. É importante mencionar que o marketing pessoal pode muitas vezes decidir uma vaga.

O candidato deve tomar muito cuidado na entrevista com as pegadinhas, pois o entrevistador muitas vezes faz perguntas visando avaliar o comportamento do candidato. Nestes momentos notamos que existem candidatos que relutam em falar de assuntos como erros cometidos, agindo como se nunca tivessem cometido erros, o que não é verdade. Por isso, sempre fale a verdade ao entrevistador, procure citar exemplos que demonstre suas habilidades ao lidar com adversidades e acima de tudo mantenha a calma.

A empresa abre uma vaga de emprego para atender a uma necessidade dela. Para recolocar-se no mercado de trabalho as empresas devem compreender que você está preparado para atender as necessidades dela. Por isso, não basta saber fazer, você têm de mostrar a empresa que sabe fazer. Portanto, comunicar-se bem é fundamental. Assim, não deixe de treinar seu modo de falar para expressar-se com clareza, nunca usando gírias e falando olhando atentamente para o entrevistador.

A recolocação no mercado de trabalho torna-se mais fácil para aqueles profissionais que investem no seu autodesenvolvimento. Portanto, a leitura, cursos e palestras poderão ser úteis aos profissionais. Existem muitos cursos e palestras gratuitas promovidas por empresas, entidades de classe, prefeituras e escolas onde os profissionais poderão estar mais bem equipados para alcançar um bom emprego. Com tantos profissionais desqualificados, você estará um passo a frente por se qualificar melhor. Não se esqueça que são poucas empresas que estão dispostas a dedicar tempo para treinar seus profissionais em tudo que precisam.

Acima de tudo, a força de vontade deve ser fundamental para ser contratado para um novo emprego. Não se pode esperar que o emprego caia sobre a sua cabeça. É preciso esforço, portanto não desista e com certeza será bem sucedido!

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Marketing Pessoal
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autodesenvolvimento, mercado de trabalho, recolocar-se no mercado, vaga de emprego
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Até que Ponto o Conhecimento Afeta Voce?

Dizem que vivemos numa era como nunca vista antes – a era da informação. Existe informação disponível sobre tudo e todos a qualquer momento. São blogs, vídeos, artigos, revistas, cursos de todo e qualquer assunto que se possa imaginar e necessitar. Diante disso, a difícil pergunta que surge é: O que, onde, como, por que e para quê vou precisar aprender algo novo?

Talvez não nos apercebamos disso de modo tão pleno, mas toda essa enxurrada de informação e conhecimento disponível transformou a nossa vida, levando-nos por um caminho sem volta. Não podemos mais nos dar ao luxo de não absorver novas informações. Se não atualizarmos constantemente nosso conhecimento, seremos substituídos por aqueles que o fazem. Na verdade, o processo de aprendizado passa a ser contínuo, onde mal terminamos de estudar algo novo e quase sempre temos de atualizar o que aprendemos.
Você cursou a faculdade? Sinto ao dizer-lhe que isso não lhe prestará para muita coisa. Talvez até 2/3 de todo o conhecimento adquirido numa faculdade já estará desatualizado no momento em que se formar.

Acha exagero? Pois não é. O que você tira de real proveito num curso de graduação é a melhoria na capacidade de absorção de novos conhecimentos, na capacidade de análise crítica e a síntese da profissão escolhida. Isto é, se estudou direito, ao sair da faculdade terá subsídios para aprender algo realmente aplicável sobre direito. O mesmo se dá em outras áreas. Se não, para que serviriam os programas de trainee?

Então não vá “se achando” só porque fez uma faculdade, porque isso não é um passaporte para o sucesso, é apenas um passo na tentativa de evitar o fracasso profissional.

Em outro aspecto da gestão individual do conhecimento, devemos notar que as grandes empresas querem saber o que e onde você cursou a sua faculdade. As instituições de primeira linha, compostas por na sua maioria por “filhinhos de papai”, formam uma fila de profissionais que disputarão as mesmas vagas de trainee que você disputará. Se a sua faculdade não for de primeira linha, a única vantagem que você tem sobre seus concorrentes é que, enquanto você estudava com afinco e anotava cada palavra que seu professor colocava naquele quadro negro com giz, os outros estavam sentados em salas climatizadas, navegando no Orkut através da rede wireless da faculdade enquanto o professor, utilizando-se de recursos de última geração, fazia uma chata aula expositiva.

E o que dizer do MBA? Se você ainda não acrescentou essas três siglas no seu currículo, pode ter certeza de que perderá 1/3 de todas as chances de conseguir um bom emprego. Hoje, todos querem um MBA. A má noticia é que quase todos podem ter. A proliferação dos cursos de MBA gerou uma lista interminável de MBAs. Entre MBAs em gestão disso e daquilo, podemos fazer uma lista com uns cem nomes diferentes. Não se surpreenda se em pouco tempo surgirem o MBA em Gestão do Lar ou MBA da Criação de Filhos, porque quase tudo em pós-graduação que vier depois da sigla MBA tornou-se um apelo da faculdade pela busca de novos alunos.

O melhor MBA que existe é o MBA da vida. É aquele em que aos 14 anos você já trabalha, estuda e não ganha mesada. É aquele onde você “ralou” fazendo de tudo e, aos 18 anos, depois de limpar todas as suas economias da poupança, conseguiu comprar aquele fusca com motor quase fundido e funilaria por fazer. Isso sim é MBA. O resto vai lhe acrescentar mais conhecimento perecível e vai lhe trazer benefícios também perecíveis. O “MBA da vida”, entretanto, lhe trará benefícios duradouros.

Acho incrível como as pessoas sonham com o sucesso que um certificado de curso superior possa dar. As próprias faculdades usam palavras como “realização, sucesso, superação e conquista”. Porém, passados os anos de estudo, você sai do sonho e chega à realidade, mas a realidade aparece, na verdade, bem diferente daquele sonho. Descobre-se então que tudo aquilo não passava de apenas ilusão. Quantos estudantes de direito vislumbram a possibilidade de serem juízes, promotores e outros cargos desejáveis, mas ao se formarem sequer conseguem passar no exame da ordem.

De quem é a culpa de tudo isso? A culpa é de todos. Leia-se “todos”, o mercado, a concorrência, os facilitadores do conhecimento, a tecnologia, nós e até o seu cachorro. É até seu cachorro é culpado por tudo isso. Pois hoje tem psicologia, massagem, acupuntura, escovação e dezenas de outros cuidados para o seu cachorro. Por quê? Porque os cachorros já não são mais como antigamente. Eles têm vontade própria, sentimento, são emotivos e são tratados como gente. É por essas e outras mudanças que as coisas estão tão difíceis no mercado de trabalho, pois a maioria dos profissionais é ensinada a ver o mercado como o mercado foi e não como ele é.

Um exemplo clássico disso são os cursos de profissões regulamentadas. Eles formam dentistas, médicos, advogados, psicólogos e não médicos-empresários, dentistas-empreendedores, advogados-administradores. Aí a faculdade despeja todos os anos milhares de profissionais que, nos melhores casos, só sabem cuidar de dente, de doença, de leis, mas não de finanças, negociação, precificação ou administração.

E o que o futuro nos reserva? Não sei, mas uma das coisas de que tenho certeza é que a concorrência profissional vai aumentar a cada dia. Aliás, já estou tomando meus cuidados porque vejo que se não me atualizar logo, em pouco tempo perderei meu emprego para minha própria filha, que hoje tem três anos. Minha preocupação é justificável por diversos fatores. Meu primeiro contato com um telefone celular se deu aos meus 22 anos, a internet aos 23, câmera digital aos 28 anos, voip aos 30 e Youtube no mês passado. Já a minha filha com três anos de idade fala ao celular, tira foto com a câmera digital, usa o controle remoto, dvd, home theater e, ao utilizar o Skype exige a web cam. Só não usa a internet porque não sabe ler e escrever. No meu tempo, desenho animado era Pateta, Pato Donald, Mickey Mouse e semelhantes, hoje eu só a ouço falar em Backyardgans, Lazytowne Clifford e Barney. Onde é que vamos parar? Acha exagero? Pode achar o que for, mas é certo que você deve tomar cuidado.

O que, afinal, o mercado quer de nós? Ele quer profissionais multi-qualificados, multi-tarefeiros, multi-habilidosos, poliglotas, que sabem trabalhar sobre pressão, que buscam resultados, que não precisam dormir, sem problemas emocionais, inteligentes, que sabem se vestir, falar, ouvir, sentir, compreender e se fazer ser compreendidos, ágeis, com todo o tempo livre, abertos a mudanças, atualizados no conhecimento, ao mesmo tempo especialista e generalista, com visão sistêmica, adaptáveis, honestos e com perfil de liderança. Só isso!
Portanto, pare e reflita: Até que ponto a busca do conhecimento afeta você?

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Marketing Pessoal
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conhecimento, especialista, fracasso profissional, generalista, MBA, MBA da vida, mercado, negociação, passaporte para o sucesso, visão sistêmica
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A Era dos Clientes Insatisfeitos

Com tantas mudanças que as empresas passaram nos últimos anos, somente uma coisa tornou-se certa: nada mais será como antes. Na porta dessas mudanças existe um personagem que nunca mais será como antes: o cliente. Ele já foi chamado de consumidor, chateação, paciente e outros mais. Hoje, o cliente tem outros sinônimos: rei e deus. E por que a forma como vemos o cliente mudou tanto?

A resposta pode ser muito simples: o poder foi transferido das mãos da empresa para as do cliente. Agora quem manda é o cliente. Ele decide quando e de quem vai comprar. As opções disponíveis são imensamente maiores aos consumidores do que eram há uma década; e hoje, simplesmente com um clique, o cliente pode migrar da empresa que fornece seus produtos ou presta serviços para outra que pareça mais vantajosa.

Se não bastasse as opções de troca de empresa que o cliente dispõe, soma-se a isso a insatisfação constante do cliente. Os clientes estão muito mais exigentes do que em anos atrás, e essas exigências desses consumidores eternamente insatisfeitos tendem a aumentar cada vez em proporção maior.

O primeiro erro que se pode cometer é pensar que podemos agradar a todos os nossos clientes. É preciso equilibrar as coisas, pois se não fizermos tudo o que ele quer, vamos quebrar. Mas se não fizermos o que o cliente quer, vamos quebrar ainda mais rápido. Mas como podemos conviver com o cliente eternamente insatisfeito? Não se engane com seus clientes, pois boa parte deles quer mesmo é quebrar sua empresa; depois de tirar o máximo de proveito, ele simplesmente vai migrar para uma outra.

Não se engane também com fidelidade do cliente. Cliente não é fiel. Essa história criada por marketeiros que fidelizaram o cliente da sua empresa não é verdadeira porque, salvo raras exceções, ninguém é 100% fiel a uma empresa. Mas é claro que propagandas de fidelização ajudam nos processos de compra e re-compra, mas não garantem a fidelidade de um cliente.

Cada cliente tem necessidades, desejos e níveis de exigências diferentes. Diante disso, não conseguimos satisfazer a cada uma delas – até porque o próprio cliente não sabe ao certo tudo o que quer e tampouco comunica claramente o que deseja.

Portanto, minha dica é: foque sua empresa nos detalhes, nas pequenas coisas, nas soluções dos problemas e na atenção às necessidades e desejos dos clientes, e não nos produtos que vendemos.

Faça o seu melhor para o cliente, não o impossível. Não se sinta frustrado quando, mesmo assim, o cliente deixar seus produtos ou serviços preferindo a concorrência.

Seja bem vindo à era dos clientes eternamente satisfeitos.

Artigo dedicado a meu ex-professor Romeu Busarello

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Marketing
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agradar clientes, clientes insatisfeitos, fidelidade do cliente
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