Archive for setembro, 2008

CAPÍTULO 18 – É preciso ter capacidade empreendedora

PARTE 2

O PERFIL E AS HABILIDADES
DOS PROFISSIONAIS
EMPRESÁRIOS

INTRODUÇÃO

Separei essa parte final do livro para tratar das qualificações dos profissionais empreendedores, donos dos seus próprios negócios ou aqueles profissionais prestadores de serviços autônomos. A cada dia que passa, tem-se aumentado às possibilidades para essa modalidade de trabalho, uma vez que as relações de emprego estão cada vez mais em baixa. O mercado não tem e provavelmente nunca terá condições de absorver toda a massa de trabalhadores sem emprego, incluindo os novos que ingressam no mercado de trabalho, abrindo assim as portas para os profissionais empreendedores.
Mas ser um empresário não é algo tão simples como pode parecer. A visão de que empresários ganham muito dinheiro, trabalham poucas horas por dia e tem férias inesquecíveis em apenas ilusão. Mas ser empresário pode ainda ser o melhor caminho para ser bem sucedido profissionalmente, por isso é importante que você pense nisso.
Portanto, vamos discorrer um pouco sobre isso.

Capítulo 18

É PRECISO TER CAPACIDADE EMPREENDEDORA

É preciso compreender, ainda que possa parecer óbvio, que ser um empresário é muito, muito, mas muito diferente de ser empregado. Apesar de óbvio, o que tenho observado é que muitos profissionais, antes empregados nas empresas, tiveram de tornar-se empresários por diversos fatores, como se recolocar no mercado de trabalho, prestar serviços terceirizados onde anteriormente eram funcionários, complementação de aposentadoria e outros.
Na verdade não estavam preparados para serem empresários, isso porque não dispunham de qualificação ou capacidade administrativa para dirigirem os seus negócios.
O que ocorre é que para ser empresário precisa-se o mínimo de conhecimento sobre como se administrar uma empresa, lidando adequadamente com assuntos como fluxo de caixa, custos de produtos e serviços, impostos, marketing e fidelização de clientes.
Não quero dizer que todo profissional empresário deve ser um expert nesses assuntos, mas deve, no mínimo, conhecer e saber utilizar as ferramentas administrativas para melhor liderar seu negócio.
Diante disso, cabe ao profissional empresário obter também qualificação administrativa e gerencial. Não basta ser um bom médico e achar que isso será garantia de sucesso ao médico empresário. O mesmo serve para engenheiros, dentistas, advogados, contadores e todos os outros. Listei a seguir algumas das principais falhas cometidas por profissionais empresários:
•    Desconhecem como administrar adequadamente os recursos humanos da sua empresa;
•    Não realizam um planejamento tributário periódico;
•    Não há separação do dinheiro da empresa do dinheiro dos sócios;
•    Desconhecem como planejar, elaborar e controlar adequadamente um fluxo de caixa;
•    Gastam mais do que a capacidade financeira permite;
•    Não investem em marketing;
•    Não possuem estratégias de fidelização de clientes;
•    Não possuem programas de motivação de colaboradores;
•    São workaholics (pessoas que trabalham compulsivamente);
•    Não contratam os melhores profissionais para o auxiliarem;
•    São excelentes profissionais na área técnica que atuam, mas, péssimos administradores;
•    Desconhecem o mínimo necessário sobre legislação empresarial;
•    Não sabem custear seus produtos e serviços;
•    Utilizam tecnologia ultrapassada;
•    Contratam parentes despreparados para auxilia-los;
•    Contraem dívidas acima da capacidade de pagamento;
•    Não fazem uma análise de mercado antes de iniciar o negócio.

E assim vai. Não é possível discorrer sobre todas as características administrativas necessárias para ser bem sucedido nos negócios como empresário, visto que este não é o objetivo desse livro. Você poderá obter maiores informações sobre isso consultando outro livro, escrito especificamente sobre o assunto conforme descrito na bibliografia desse livro. Porém, espero que tenha ficado claro que a capacitação administrativa é fundamental.


Introdução

Livro adoção

por Anderson Hernandes Batista

A vida de um pai adotivo

A adoção de uma criança pelo ponto de vista de um pai

1ª Edição



AGRADECIMENTOS

Não poderia deixar de agradecer primeiramente aos meus dois maravilhosos filhos que foram a inspiração para escrever esse livro.

Agradeço a minha esposa e companheira Ana que há doze anos está ao meu lado e que me ajudou a construir uma família tão linda.

A minha mãe e meus irmãos que amo demais e que participaram sempre dos nossos momentos felizes com nossos filhos.

Ao meu pai que nos deixou em 2004, mas que teve um enorme significado na minha vida e que infelizmente não pôde conhecer seus netos.

POEMA: “ANTES DE SER PAI”

Antes de ser pai eu dormia a noite inteira e nem sabia o quanto isso é tão importante.
Antes de ser pai eu não pisava nos brinquedos espalhados pela casa e tinha ciúmes das minhas coisas.
Antes de ser pai eu desfrutava do happy-hour no fim da tarde após um dia inteiro de trabalho.
Antes de ser pai eu raras vezes ia ao médico na calada da noite.
Antes de ser pai eu podia comer sempre que tinha fome,
Antes de ser pai eu nem conhecia uma história infantil.
Antes de ser pai eu não sabia que existiam backyardigans, Lasytown e Barney.
Antes de ser pai eu olhava os filhos dos outros e pensava como eles podem ser tão mal educados.
Antes de ser pai eu não imaginava que uma criança poderia ser tão inteligente e nem tampouco que elas pudessem ter sentimentos.
Antes de ser pai eu nunca imaginei que uma criança poderia me amar tanto apesar de todos meus defeitos como pai.
Antes de ser pai eu não sabia que alguém tão pequenino poderia trazer uma felicidade tão grande.

Anderson Hernandes

INTRODUÇÃO

Sempre pensei que poderia ajudar as pessoas a conhecer melhor os desafios e alegrias de adotar uma criança através do ponto de vista daquele que enfrentou muitos desafios para alcançar esse objetivo.
Assim, este livro faz parte de um projeto pessoal que visa através da minha própria experiência, informar e incentivar a adoção de crianças. Nele compartilho as alegrias e os desafios que tive nos últimos anos com a adoção de meus dois filhos.
Tenho dois filhos adotivos, um casal que hoje tem três e quatro anos respectivamente. A diferença de idade entre eles é de apenas sete meses, por isso consideramos o trabalho de criação deles é como o de criar irmãos gêmeos.
Apesar de nossos dois filhos não terem nenhum parentesco entre eles, pois vieram de pais biológicos diferentes, eles se parecem muito fisicamente, pois tem o mesmo tom de pele, cor de cabelo, altura, e são muito unidos.
No entanto, a personalidade deles é bem diferente e temos de educá-los de forma personalizada para atender as necessidades individuais de cada um.
Inúmeros casais sofrem com a impossibilidade de conceber um filho biológico, mas desconhecem como adotar uma criança ou tem medo de adotarem uma criança pensando que não terão os mesmos sentimentos que desenvolvemos por um filho biológico. Assim espero que por compartilhar as alegrias desses momentos tão maravilhosos que tenho passado com meus filhos possa auxiliar casais a tomarem a mesma decisão que tomamos e assim derivar da mesma alegria.
Para mim, dizer que adotei meus filhos seria uma injustiça com eles por todas as alegrias que eles me dão, portanto costumo dizer que eu é que fui adotado como pai, por isso o nome escolhido para esse livro.
Assim, espero que apreciem minha experiência e alegria, pois ela é apenas mais uma de milhares de pais que um dia tiveram a oportunidade de serem adotados por seus filhos.


CAPÍTULO 1 – Minha Infância

And_siteMINHA INFÂNCIA

“A base de toda pessoa acontece na infância. Assim, por dedicarmos nosso tempo e esforço estaremos dando o melhor o futuro dele.”

Anderson Hernandes

Sou o irmão do meio de uma família de três irmãos, na qual nossa diferença de idade é de sete e nove anos respectivamente. Eu e meus irmãos tivemos uma infância normal, cheia de expectativas e uma criação e educação maravilhosa dos nossos pais.
Nunca tenhamos tido acesso a luxos que outras crianças tiveram, apesar de não nos faltar nada meu pai sempre economizava muito e isso refletia no entretenimento que tínhamos acesso, como vídeo game, bicicleta e outros.
Da minha infância me lembro muitos detalhes, até coisas que para nossos filhos hoje são coisas comuns, mas que me marcaram. Lembro-me, por exemplo, quando ganhei meu primeiro brinquedo que considerava realmente maravilhoso. Era uma caixa de Playmobil com 11 bonequinhos. Fiquei durante meses maravilhado com aquele brinquedo.
Lembro-me, também, da primeira vez que meu pai nos levou no Mc Donalds. Foi um acontecimento, tinha cerca de 10 anos e passei semanas programando aquele dia. Até aquele momento da minha vida eu nunca tinha ido lá, pois nosso pai não costumava sair para comer fora como é tão comum para nós hoje, até que um dia ele disse que nos levaria e levou. Até hoje me lembro com detalhes deste dia.
Meu pai sempre foi um exemplo para nós em muitos aspectos. O que mais vem a nossa mente é o fato de que sempre foi muito trabalhador e desde muito pequeno me encaminhou para começar a trabalhar. Ele dizia que o jovem tinha de começar a trabalhar bem cedo para ter responsabilidades e isso de certo modo me ajudou a ser muito precoce na vida. Aos 12 anos já realizava trabalhos informais e aos 14 anos já era registrado numa empresa como Office-boy.
A minha mãe, por outro lado, teve um papel fundamental na criação da nossa família, uma vez que ela passava a maior parte do tempo cuidando de mim e dos meus irmãos. Nossos valores e princípios foram bem moldados em conformidade com a educação recebida dela.
Sempre freqüentei favelas perto de casa e tinha alguns colegas que moravam nesses lugares, assim nunca tive problemas em estar em tais locais. Com isso, tive acesso a muitas famílias pobres que criavam seus filhos de forma muito precária e já naquela época tinha muita dó daquelas crianças.
Em 2004 nosso pai nos deixou vítima de um atropelamento. Hoje, enquanto estou escrevendo esse capítulo do livro está fazendo quatro anos que papai se foi e ainda sentimos muito a falta dele. Sinto muito também o fato de ele não ter tido a oportunidade de conhecer meus filhos uma vez que ele acompanhou nossa luta e espera para adotá-los. Nosso segundo filho nasceu antes de papai nos deixar, mas como só o adotamos anos depois ele nunca o conheceu.
Não tem como desconsiderar que aquilo que passamos na infância tenha um papel fundamental na nossa vida toda, por isso dou muito valor a infância dos meus filhos, pois isso será a base do futuro deles. Muito se fala sobre dar aos filhos a melhor educação por colocá-los nas melhores escolas, mas nada substitui o tempo que dedicamos a eles e o quanto conversamos com eles, assim, temos de dar nosso melhor nesse respeito.


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