Archive for novembro, 2009

Como se decepcionar com as pessoas.

Já notou que sempre nos decepcionamos com as pessoas? Mas, porque isso acontece com tanta freqüência?

Para nos decepcionar, basta estabelecermos altas expectativas e esperar muito das pessoas, pensando que elas podem dar muito mais do que realmente são capazes de dar.

Basta imaginarmos que as pessoas podem ser como somos, pensar como pensamos ou enxergar como enxergamos.

Basta esquecermos que as pessoas são pessoas, imaginando que são imunes aos problemas e erros e acreditar que todos estão sempre alegres e felizes.

Basta tirarmos conclusões precipitadas, falar antes de ouvir tudo, responder antes mesmo de ouvir toda a pergunta e achar que entendem mesmo antes do assunto estar concluído.

Basta acreditar demasiadamente nas pessoas, mesmo quando não encontramos motivos confiáveis nelas ou não acreditar quando temos todos os motivos para isso.

Basta sermos teimosos e desconsiderarmos os conselhos recebidos e acreditar no que queremos crer ao invés do que é real.

Sim, para nos decepcionar com as pessoas é relativamente fácil, bastando que simplesmente façamos as escolhas erradas e desconsiderarmos a realidade. Assim o melhor que resta é aceitarmos que assim como se surpreender com as pessoas, a decepção também faz parte da vida.


Tempo para pensarmos sobre nós mesmos

Em algum momento da nossa vida é preciso parar tudo e pensar, pensar sobre a vida, valores, erros e acertos. Mas como é difícil fazer isso, pois todos esperam muito de nós, exigindo que tomemos decisões rápidas a todo o tempo, fazendo com que as tomemos sem pensar o que as significarão para nós mesmos.

Pensar sobre nós mesmos é um grande desafio, pois por mais que tentemos, nunca conseguiremos compreender tudo o que queremos sobre nós mesmos. Talvez seja por isso que as pessoas procuram ajuda para entenderem a si mesma, pois quem está de fora consegue enxergar aquilo que muitas vezes nós mesmos não vemos. Isso é verdade, mas como seria bom se pudéssemos sair de dentro de nós mesmos e compreender tudo que não podemos entender.

Para entender a si próprio é necessário desmaterializar-se de si mesmo, sendo ao mesmo tempo frio e auto-empático, mas acima de tudo sincero, tendo coragem de dizer a mesmo, aquilo que realmente precisamos ouvir, mesmo sabendo que não daremos a atenção ao que dissemos.

Problemas? Ah, a vida é cheia deles, mas o mais difícil de resolver é aquele que está dentro de nós. E são nesses momentos que percebemos que é muito mais fácil resolver os problemas alheios e quão incapazes somos de resolver nossos próprios.

Para pensar é preciso estar longe, longe de tudo e de todos e não ter ninguém para conversar além de nós mesmos, não ouvir opiniões, nem conselhos, não esperar respostas e nem fazer perguntas, mas poder olhar para o nada, como que procurando um horizonte perdido de nós.

Não se engane em concluir que seremos fáceis nos entender, porque não somos. Nem pense que existem receitas prontas e que acharemos todas as respostas, pois nem tudo sobre nós é explicável, e, portanto nem tudo pode ser entendido, mas a certeza que podemos ter é: Pensar mais sobre nós mesmos só nos fará sentirmos melhor.


O Marketing e o Código de Ética do Profissional Contábil


Nenhum profissional ou empresa é capaz de prosperar sem que implemente estratégias de marketing que visem atrair seus clientes. Mas, nos casos dos profissionais da contabilidade, a linha divisória entre o marketing que está em conformidade e o que não está com o código de ética profissional é relativamente tênue.

Muitos profissionais, especialmente pequenas empresas contábeis, objetivando estabelecer-se no mercado, buscam promover seus serviços através de meios antiéticos, tais como o aviltamento de honorários, por oferecerem vantagens de preço em relação aos seus colegas concorrentes ou por denegrir a imagem profissional desses, especialmente quando são abordados por um prospectivo cliente.

Ao estudar tais empresas, notamos quão longe estão de realizarem estratégias de marketing sustentáveis, angariando clientes promíscuos, que trocam de empresa contábil sempre que outra lhe oferece melhores condições de preço, ou ferindo um dos princípios do marketing que tem como objetivo promover a satisfação total do cliente, pois não comunicam de modo claro ao mercado, o que compreende os seus serviços prestados, oferecendo além de sua capacidade profissional.

Se uma empresa contábil possui diferenciais competitivos, esses devem ser sentidos pelo cliente de forma natural ou estimulados através de atividades de apoio para a criação de uma marca profissional, nunca em forma de comparação que denigra a classe profissional.

O preço dos serviços contábeis, nunca deve ser usado como diferencial competitivo, pois é facilmente combatido por uma empresa contábil se essa desejar, mas, ao invés disso, devemos concentrar nossos esforços em diferenciais que não podem ser facilmente copiados, tais como relacionamento com o cliente, por exemplo.

Quando uma empresa contábil estabelece estratégias de marketing diferenciadas, o fluxo de novos clientes se torna contínuo e a retenção de clientes rentáveis uma realidade. Nesse caso, não é necessário que o profissional busque utilizar estratégias que, a longo prazo, trarão problemas para ela, tais como clientes infiéis e mal pagadores, serviços abaixo das expectativas geradas e consequentemente criando terroristas da nossa da nossa marca, ao invés de admiradores.

Diante disso, analise até que ponto a sua empresa estabelece estratégias éticas e sustentáveis de marketing de modo a criar, a longo prazo, uma empresa sólida, estruturada e respeitada pelo mercado. E sempre busque a ajuda de um profissional da área, pois poucos conhecem profundamente sobre marketing contábil.


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