A vida após o iPad

ipadDezembro foi um marco para infomaníacos brasileiros. Foi o mês do lançamento do iPad no Brasil. Passado quase três meses posso avaliar o efeito que o iPad teve no meu dia a dia.

Nunca me adaptei com a agenda do Outlook e por isso sempre usei uma agenda de papel, pois precisava carrega-la e ter acesso rápido, algo difícil quando se depende de um notebook. Com o iPad joguei fora uma agenda recém comprada e utilizo tudo dentro dele. Com sincronismo fácil com o Google Agenda posso coordenar meus compromissos facilmente, inclusive compartilhar com outros profissionais da empresa.

O uso de material de propaganda faz parte do dia a dia do meu trabalho. Além de caro, o material rapidamente fica desatualizado e perde-se o investimento. Com o iPad simplesmente deixei de usar os folders tradicionais e utilizo tudo nele, inclusive envio imediatamente para o prospectivo cliente após a apresentação. O mesmo ocorre com as pautas e atas de reuniões que digito no momento que estamos reunidos e já envio imediatamente depois de concluída. Coincidência ou não, fechei todas as ultimas propostas em que utilizei o iPad na apresentação.

Ler revistas é uma experiência a parte. Pena que a Editora Abril ainda não disponibilizou todas as revistas no formato digital. De cara cancelei minha assinatura da Veja e Exame, e estou aguardando para cancelar outras cinco. Papel perdeu a graça, pois ler no iPad não é apenas uma leitura, é uma experiência.

Um recurso fantástico já presente no iPhone é o mobile me. Com ele é possível localizar meu iPad no Google Maps e até bloqueá-lo, apaga-lo ou enviar uma mensagem. Bem, penso que o recurso será útil se ele for roubado ou até mesmo em caso de sequestro, por isso mantenho uma senha com uma pessoa de confiança, caso eu venha a desaparecer repentinamente e tenha a sorte dele estar por perto.

A Sky lançou um aplicativo que me permite controlar toda a minha programação de TV a ser exibida ou gravada da minha casa. Assim posso agendar ou cancelar programas, ou simplesmente conferir a programação. Já a CBN disponibiliza todos os podcasts no seu aplicativo, assim não fico mais preso no carro esperando os comentários favoritos e ainda posso acompanhar a programação ao vivo dela e de outras quinhentas rádios que outro aplicativo possui.

Comprar livros é além de mais prático, mais barato pelo iPad. Posso comprar tanto pelo iTunes como pelos aplicativos da FnacBook, Saraiva Digital, Amazon Kindle e outros. Procuro, escolho e compro em minutos, sem perder tempo ou enfrentar trânsito, de modo prático e fácil. Praticidade também é a utilização de redes sociais. Facebook, Linkedin, MSN e outras possuem aplicativos próprios e cheios de funcionalidades. Com o Skype posso falar via chat ou por voz sem custo de ligação, uma maravilha. Agora que teremos um aplicativo com canais de TV brasileira no equipamento ficou completo.

Sobre o ponto de vista de design, funcionalidade e número de aplicativos, o iPad tem uma relação de comparação entre os tablets, na mesma proporção que o iPhone tem com outros celulares, ou seja, ainda não temo como comparar, mesmo com a falta de recursos como câmera e ligações por vídeo. Mas neste quesito tiro o chapéu para Steve Jobs que deixou um novo motivo para comprar a próxima versão a ser lançada.

É claro que o iPad me trouxe alguns problemas, pois nem tudo é perfeito. Meus filhos já dominaram o equipamento, inclusive os jogos que baixei, internet, vídeos e fotos, me obrigando a compartilhar parte do tempo com eles. Já a minha mulher não curte nenhum pouco ele e por razões óbvias de uma mulher já pensa em me largar. Como disse, nem tudo é perfeito com o iPad.

 

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