Uma segunda chance…

Em 2004 um atropelamento levou meu pai embora. Em 2012 um atropelamento poderia ter levado a vida da minha filha, mas a vida me deu uma segunda chance. Ontem depois da terceira cirurgia minha filha retirou as placas do fêmur e agora inicia a recuperação que encerra um ciclo na vida que deixou lições para o resto dela.

Nunca soube quem tirou a vida do meu pai, porque o irresponsável simplesmente fugiu sem dar satisfação para a dor irreparável deixada em toda a família. O irresponsável que atropelou minha filha eu conheci, dirigindo sem carteira, com documentação do carro irregular e um veículo sem condições de segurança poderia ter causado muito mais do que causou.

Todos os dias famílias são devastadas pela morte de um ente simplesmente porque um motorista bêbado ou inconsequente simplesmente achou que poderia dirigir naquelas condições. Se essas pessoas sentissem o preço que famílias e acidentados pagam não colocariam em risco a sua e a vida de outros.

A vida nem sempre nos dá uma segunda chance, por isso faça valer todos os momentos de quem você ama com responsabilidade e segurança, por que não temos como voltar atrás e fazer diferente.

Não passou um único dia desde 2004 que eu não tenha pensado na falta que meu pai me faz, mas também não há um único dia nesses últimos 18 meses em que eu não tenha pensado na alegria que tenho da minha filha estar bem e no fato da vida ter me dado uma segunda chance.

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