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Necessidades X desejos

Necessidades X desejos

O principio básico do ponto de vista de marketing é que uma empresa deve ser criada visando atender uma necessidade de mercado. Mas a palavra ‘necessidade’ pode confundir-se com outra palavra importante em marketing que é a palavra ‘desejo’. Nem sempre o que o mercado possui ou o que a empresa pretende atender é uma necessidade. Isso se dá porque a necessidade é algo que nos dá pouca opção. Por exemplo, pense numa empresa que recebe uma citação de um processo trabalhista. A contratação de um advogado para preparar uma defesa é necessidade, pois ignorá-la traria, na maioria dos casos, sérios prejuízos a empresa. Mas, dentro do atendimento a essa NECESSIDADE a empresa encontra diversas empresas que oferecem a mesma SOLUÇÃO só que com serviços agregados que atendem os DESEJOS do cliente. Com base nisso podemos notar como três importantes palavras utilizadas em marketing podem ser aplicadas nesse contexto.

As empresas de serviços erroneamente oferecem apenas serviços ao mercado, desconhecendo que, na verdade, o mercado procura por soluções. Isso nos faz compreender, que boa parte do processo para o atendimento à necessidade do cliente é, na verdade, pouco relevante no momento do fechamento da venda em comparação com a compreensão por parte do cliente de que temos a solução para o seu problema. Esse é um erro comum por parte dos prestadores de serviços profissionais. Na verdade, eles focam demasiadamente no detalhamento do processo em vez de na solução. Analisando o exemplo que acabei de dar de um advogado trabalhista, para o cliente, pouco importa as fases do processo e como será conduzido pelo advogado, bem como quando e onde o advogado preparará a defesa. O que conta é o resultado de tudo isso, mais precisamente a SOLUÇÃO do problema. Aí vemos quantos advogados ficam dando a receita do bolo ao cliente, como se todos eles tivessem a capacidade de abstrair tudo o que foi dito. E logo depois de dedicar um longo tempo falando sobre todos os passos que serão tomados, ouve o cliente dizer que vai pensar. Posteriormente tomam conhecimento que o cliente levou o serviço para outro profissional. Aí ouço as perguntas: ‘Mas como ele pôde fazer isso? Expliquei tudo para ele e ele simplesmente fez isso comigo?’ O detalhamento da execução dos serviços não é mais importante do que a solução do problema.

No caso dos desejos, é importante explicar que muitos dos serviços que oferecemos na verdade não são necessidades e sim desejos. Normalmente, tudo o que oferecemos adicionalmente ao serviço principal poderemos determinar como o atendimento a desejos do cliente. Existe uma relação direta entre os valores cobrados pelos serviços e os desejos atendidos. Quanto maior for o desejo atendido, maior será a possibilidade de cobrarmos mais pelos nossos serviços. Serviços adicionais oferecidos demandam um acréscimo no custo, porém valorizam os produtos ou serviços em negociação e permitem cobrar mais do cliente.

Anderson Hernandes


Barney de Verdade

Fico observando como muitos vendedores têm uma visão míope do que estão vendendo aos seus clientes e do que eles comprando. Muito se fala sobre técnicas e passos da venda, mas pouco ainda se sabe sobre o comportamento e a mente do consumidor.

A venda de um produto ou de um serviço sempre tem, no mínimo, dois pontos de vista distintos, que devem ser alinhados para que os resultados de venda e satisfação possa ser alcançada. Alinhar o que você está vendendo com o que o seu cliente está comprando não é uma tarefa fácil.

Por exemplo, outro dia, eu estava à procura de um Barney, aquele bicho de pelúcia roxo que as crianças amam assistir na TV. Era um presente para minha filha. Fui a duas lojas, sendo que na primeira, a vendedora mostrou dois Barneys e as características de cada um deles. Um deles escovava os dentes e o outro cantava. Bem, como eu não entendia nada sobre Barney, agradeci e fui embora.

Na segunda loja, a vendedora, antes de qualquer coisa, perguntou para quem eu estava procurando um Barney, que obviamente não era para mim. Quando disse que era para minha filha ela perguntou então a idade e o nome dela. Só depois disso, ela me apresentou dois Barneys, exatamente os mesmos da loja anterior e sugeriu: A Giovanna vai amar esse porque ele canta a música preferida das crianças: “Amo você, você me ama…”.

A partir de então, ela se referiu a minha filha sempre pelo nome e ainda fez outras perguntas sutis para conhecê-la melhor e usar tais informações para concretizar a venda.

Por fim, ela disse: “Imagine quando ela ganhar o Barney e descobrir que ele canta”. Bastou, Barney vendido.

Mas, mesmo com toda a sua capacidade vendedora, ainda assim, ela não seria capaz de enxergar o real significado para um pai assistir a sua filha recebendo o Barney e dizendo: “Barney de verdade, Barney de verdade…” Para ela não era um boneco, nem um bicho de pelúcia, era o “Barney de verdade”.

Confesso a vocês! Ouvir aquela música uma, duas ou dez vezes é aceitável, mas depois da 78º vez, eu queria matar o Barney. Outro dia, quase morri de susto de madrugada quando pisei nele no escuro e ele começou a cantar.

Deste modo, no ponto de vista da primeira vendedora eu estava comprando um bicho de pelúcia como outro qualquer, para a segunda eu estava comprando um presente para alegrar a Giovanna, no meu ponto de vista eu estava comprando um momento de alegria para ela e para a própria Giovanna, eu estava realizando o sonho do “Barney de verdade”.

Confira o vídeo dela no http://www.youtube.com/watch?v=0jNLsoTeCis e pergunte-se: Será que você sabe realmente vender um Barney?


Reportagem DGABC sobre Adocao em 12.01.2008

Uma família de presente


Ser Mae

Leia o livro “A Vida de um Pai Adotivo” gratuitamente no link: Aqui


Ser mãe é a essência da mulher e a realização do seu principal desejo.

Ser mãe é abdicar suas próprias necessidades em prol das necessidades de quem não tem como satisfazê-las.

Ser mãe é ficar acordada mesmo quando só se pode pensar em dormir e dormir quando se está sem sono só para servir de companhia.

Ser mãe é dizer não a si mesma numa espécie de auto-renegação dos seus próprios desejos.

Ser mãe é sorrir mesmo quando não se têm motivos para sorrir numa resposta automática ao sorriso de seu filho.

Ser mãe é compreender mais uma criança do que se é capaz de compreender-se a si mesmo.

Ser mãe é desistir dos seus próprios sonhos e adiar tantos outros em prol de um objetivo maior.

Ser mãe é sentir dor mesmo sem ter nada e desejar a todo o custo sofrer no lugar daquela que está sofrendo.

Ser mãe é emocionar-se de alegria mesmo no momento em que sente a dor incomparável da concepção.

Ser mãe é amar mesmo sem ter gerado e compreender que filho acima de tudo está no coração.

Ser mãe é não medir esforços, é derrubar barreiras e vencer os maiores obstáculos pelo bem daquele que nem ainda não pediu nada.

Ser mãe é reconhecer pelo olhar, pelo choro, pelo gesto, pelo sorriso e saber que pode ser reconhecida até pelas batidas do seu coração.

Ser mãe é prazerar-se por amamentar, como que compreendendo que isso representa a última parte de dentro de si que ainda poderá oferecer.

Ser mãe é suportar a própria dor, ainda que seja incapaz de suportar ver a dor de quem veio de dentro de si mesma.

Sim, ser mãe é tudo isso e muito mais. Tanto mais que seria impossível de expressar tudo o que significa. Mas, ainda que ser mãe seja um privilégio, ele foi concedido somente a aquelas que um dia nasceram mulheres.


Por que somos tao carentes?


Se pensarmos um pouco, notaremos o quanto somos carentes.

Sentimos-nos, carentes quando cai a chuva e ficamos olhando pela janela e pensando… assim ficamos tristes e mesmo sem saber por quê.

Quando estamos carentes tudo parece contribuir para mais carência,é a música que toca e o choro que vem e bem lá dentro do coração o sentimento que dói.

Existe carência de todo a espécie,da carência de atenção a de afeto,que clame simplesmente por abraço,quando ninguém parece ouvir.

Tem a carência de carinho,que só passa quando se deita a cabeça e sente aquela mão gostosa passando para lá e para cá.

Tem a carência de amigo,daqueles que ouvem, entendem e sabe que se pode confiar.

Tem carência de paixão, daqueles ardentes que fazem o coração disparar, o corpo tremer e enorme para o ego.

Tem carência de elogios onde simplesmente se deseja ouvir uma frase de reconhecimento por tudo o que fez, disse ou até a decisão tomada.

Tem aquela carência que surge da rejeição e que nos diz que nunca mais seremos amados.

A carência pode ser passageira ou duradoura, vem mais de noite, mas pode surgir de dia, é mais freqüente quando não temos o que fazer, mas pode aparecer mesmo quando nem temos tempo para pesar nela e normalmente toma conta quando estamos sozinhos, ainda que alguns sejam carentes mesmo acompanhados.

Mas é possível combatê-la desde que estejamos dispostos conceder, mudar e nos empenhar.

Podemos trocar a pessoa companheira pelo cachorro, a presença pela foto, abrir mão do beijo da paixão pelo abraço do amigo, a conversa face a face pela no telefone e mesmo até estar disposto a substituir o amor perdido por um novo amor.

Ironicamente a pessoa carente afasta sua carência encontrado outro carente, como se os carentes se atraíssem.

Enfim, se procurarmos todas as respostas de por que somos carentes notaremos que não podemos encontrar, mas se pensarmos bem poderá achar o remédio para ela e com isso concluir que apesar de carentes, temos todos os motivos para ser feliz.


Os muitos “eus” dentro de mim

Se olharmos bem para nós mesmos verá que existem muitos “eus’ dentro de nós. A cada dia conheço um “eu” diferente e me surpreendo com isso.

Conheci o “eu” amável, capaz de fazer de tudo pela pessoa amada como se ambos fossem um único “eu” existente dentro de mim.

Conheci o “eu” feliz, que não permite que nada possa estragar a alegria, mesmo quando se tem todos os motivos para estar triste.

Conheci o “eu” egoísta, que só pensa em si mesmo, sendo capaz de passar por cima de muitas coisas para satisfazer a si próprio.

Conheci o “eu” carente, que suplica companhia e afeto nos momentos mais difíceis.

Conheci o “eu” queixoso, que se queixa de tudo e de todos e não é capaz de valorizar aquilo que tem.

Conheci o “eu” pai, que se esquece de si mesmo apenas para cumprir o seu papel de fazer um filho feliz.

Conheci o “eu” louco, que age inconseqüente e como quem nunca deveria prestar contas sobre seus atos.

Conheci o “eu” amigo, capaz de apoiar e ajudar os outros nos momentos que estes mais precisam.

Conheci o “eu” humorado, fazendo com que as pessoas se alegrem e se sintam bem ao seu lado.

Conheci o “eu” mal humorado e percebi que às vezes nem eu agüento meu próprio “eu”.

Conheci o “eu” confuso, incapaz de tomar decisões sobre quais caminhos tomar, mesmo nas mais simples situações.

Bem, não sei ao certo quantos “eus” conheci e nem quantos outros conhecerei na minha vida.

Não sei por que temos tantos “eus” diferentes e porque se afloram em diferentes momentos da nossa vida.

Não sei se meus “eus” são adaptáveis às circunstâncias ou se são instáveis a elas.

Não sei por que às vezes, sinto até que eles conflitam entre si, numa espécie de luta entre o bem e o mal.

Não sei quais deles são sábios e quais são tolos.

Somente duas coisas eu realmente tenho certeza:

Os meus diferentes “eus” nos tornam imprevisíveis, pois nunca sabemos qual, quando e onde cada um deles se manifestará.

São tantos “eus” dentro de mim, que nem sei mais se sou eu que acabou de escrever tudo isso!


O Tempo

Já parou para pensar que a nossa sensibilidade ao tempo muda com o tempo? Isso significa que o que tem significado para nós hoje em virtude do tempo que é não terá igual significado logo em seguida em conformidade com o tempo que será.

Se eu lhe perguntar sobre o que fez hoje pela manhã, muito provavelmente saberá a que horas acordou, o que comeu, por quanto tempo tomou banho e tantas coisas mais. Mas saberia precisar as mesmas coisas depois de uma semana?

Assim que nasce um bebê, começa a trajetória pela vida onde primeiramente os pequenos minutos faz a diferença e em seguida as horas e por fim os dias. Assim dizemos, por exemplo, que um bebê tem 10 dias de vida. Passam-se os meses e esquecemos os dias, pois ninguém diz que um bebê tem 180 dias e sim seis meses. Mas logo os meses perdem o efeito e vem os anos. Alguém já te perguntou quantos meses você tem? Pois bem, o tempo é assim.

Mas nossa sensibilidade com o tempo e espaço continua a mudar e o que antes era contado com períodos curtos, passa a ser visto como períodos maiores. Por isso é que comemoramos, por exemplo, as bodas de prata e de ouro de um casamento.

Mas a vida também traz tristezas, pois temos o ente querido que perdemos, o casamento que se desfez, a oportunidade que se perdeu, mas ainda assim, o tempo tem se mostrado o melhor remédio, pois é como se diz: Nada como dar tempo ao tempo.

Por isso o tempo nos mostra grandes lições:

Tudo aquilo que contamos as horas ou os minutos até que acontecessem, um dia só lembraremos o ano.

As alegrias e as tristezas daquilo que acontece na nossa vida vão ficando menores com o passar do tempo.

Ainda que saibamos que o tempo não para, em algum aspecto da nossa vida se olharmos bem de perto vamos notar que paramos no tempo.

O tempo é cruel com nós mesmos, deixando marcas em nós mesmos que nem mesmo ele é capaz de apagar e ao mesmo tempo é nosso amigo apagando outras tantas que só ele poderia apagar.

Em fim o que é na realidade o tempo? Ainda não descobri, mas peço a você um pouco mais de tempo para pensar.


O que somos de verdade

Estive pensado sobre o que somos de verdade, mas descobri que compreender o que somos não é uma tarefa fácil.

Às vezes somos aquilo que gostaríamos de ser ou gostaríamos de ser o que não somos.

Às vezes somos o que outros gostariam que fossemos ou não conseguimos ser o que gostariam.

Será que somos o que os outros acham que somos? Ou somos o que pensamos que somos?

Às vezes imaginamos como seria ser outra pessoa ou simplesmente nos imaginamos ser diferentes do que somos.

Outras vezes não podemos mostrar o que somos ou nem sabemos ao certo o que somos e podemos nos enganar sobre o que somos de verdade.

Dizem até que somos diferentes por dentro do que somos por fora, vai entender!

Buscar ser aquilo que não somos é ingrediente para o sucesso, mas buscar aquilo que não podemos ser é ingrediente para o fracasso.

Alcançar aquilo que desejamos ser é ingrediente para a auto-realização, porém ser somente aquilo que os outros querem que sejamos é não ter identidade própria.

Fingir ser o que não somos é viver uma mentira, mas ser sempre verdadeiros é um risco.

Pois bem, o que somos de verdade? Não sei, mas espero descobrir um dia!


O que papai me ensinou

Papai me ensinou a andar de bicicleta e me ajudou a levantar quando caí.

Papai me ensinou a jogar bola e torcer por um time.

Papai ensinou a soltar pipa e fazer rabiola.

Papai me ensinou a xingar o juiz quando me levou ao estádio de futebol.

Papai me ensinou a dirigir e mostrou como se lava meu carro.

Papai me ensinou a trabalhar e usar bem o dinheiro.

Papai me ensinou lutar e nunca destruir.

Papai me ensinou a amar e por isso amo meus filhos.

Papai me ensinou o que é ser exemplo mesmo que eu não sabia que era tão importante.

Papai me ensinou a ser responsável e nos torna tão valorizado.

Papai me ensinou a respeitar e por isso exijo respeito.

Papai me ensinou o que é a dor quando simplesmente se foi sem se despedir.

Papai me ensinou que é saudade,daquela que nunca se acaba.

Papai me ensinou o que é revolta, revolta por que meus filhos não conheceram o vovô.

Por fim papai me ensinou a essência do que sou e só sinto que não pude dizer isso a ele.


O que siginifica ser feliz

Incrível como todos nós almejamos a felicidade, mas o que é na verdade ser feliz?

Ser feliz é acordar todos os dias e saber que se está vivo e que se tem um longo dia pela frente.

Ser feliz é poder chegar à nossa casa e ter uma família para passar as poucas horas do dia que lhe sobraram.

Ser feliz é ter poucos amigos, ainda que se tenham muitos colegas.

Ser feliz é não ter muito e nem pouco demais, sim é ter o suficiente simplesmente para ser feliz.

Ser feliz é ter coragem de chorar e compreender que na vida não se chora somente por tristeza.

Ser feliz é entender que nem sempre tudo vai dar certo na nossa vida, mas que não é por isso que tudo só vai dar errado.

Ser feliz é compreender que estar triste não é a mesma coisa que ser infeliz e que estar alegre não significa que se é feliz.

Ser feliz é saber que ninguém é completo suficiente para ser feliz sozinho à vida toda.

Ser feliz é fazer os outros felizes e sentir quão bom é fazer o bem aos outros.

Ser feliz é valorizar o que se tem e não desistir de buscar o que não se tem.

Ser feliz é não trocar a felicidade por momentos de alegria e enxergar o futuro ao invés de somente o presente.

Ser feliz é valorizar a si mesmo e saber que exigir muito de si mesmo só nos torna infelizes.

Ser feliz é ver que ainda que não estejamos bem, sempre existirão inúmeras pessoas em situação pior que a nossa.

Ser feliz é, portanto, amar e ser amado, abraçar e ser abraçado, dar e receber afeto e acima de tudo, compreender que ainda que eu alistasse aqui outras mil diferentes definições, ainda assim não expressaria tudo o que é ser feliz.


O que realmente importa?

Todos nós vivemos em um mundo bem diferente do que vivíamos há décadas atrás. Hoje há muito mais distrações, compromissos, tecnologia, enfim muito mais o que fazer. Mas será que sabemos o que realmente é mais importante?

As pessoas dizem que valorizam a vida, mas a arriscam desnecessariamente no trânsito e nos esportes.

As pessoas dizem que seus filhos é a coisa importante, mas porque então, quase sempre os deixam em segundo plano, por trabalharem demais ou simplesmente não terem tempo para eles?

As pessoas dizem que o dinheiro não é mais importante, mas só pensam nele.

As pessoas dizem que cuidam da própria saúde. Mas por que a jogam fora com vícios e má alimentação?

As pessoas dizem que o importante é ser feliz, mas, cada dia parecem que são mais infelizes.

As pessoas dizem que valorizam o que é mais importante, mas fazem o que é mais urgente.

Diante disso o que é mais importante?

Importante é tudo aquilo que esta acima de tudo subjugando os demais.

Importante é algo que pode até ser protelado, mas nunca esquecido.

Importante é algo pessoal e não se torna importante só porque é importante para outros.

Importante é o que pode ser totalizado em meio a tantas outras coisas.

Importante é algo que merece o esforço extra, dedicação exclusiva, foco e valor.

Por fim, depois de olharmos o todo, de pensarmos em tudo e analisarmos todas as alternativas, o importante será aquilo que naturalmente importa para nós.


A Vida Fora da Zona de Conforto

Quantas vezes você já ouviu a expressão “estar na zona de conforto”? Pois bem, essa expressão está relacionada às pessoas que se refugiam e conforma-se a uma rotina imutável e estável, quer seja no âmbito pessoal, profissional ou familiar.

Mas por que podemos dizer que a zona de conforto é tão perigosa? É porque o conforto gera a falsa impressão de que tudo está bem, quando nada na vida pode estar 100% bem. Só depois que o emprego se vai, que o relacionamento se rompe, que a doença avança é que acordamos e vemos que simplesmente paramos no tempo. Mas, na maioria das vezes é tarde de mais.

A busca pela estabilidade quer profissional, pessoal ou familiar é natural dos seres humanos, pois, se nada na vida for estável ficaremos exaustos com tantas mudanças. Por outro lado, acomodar-se numa falsa estabilidade é altamente perigoso. Portanto, temos de rever de tempos em tempos nossa vida profissional para mantermos nossa empregabilidade, nossa vida pessoal para cuidarmos da nossa saúde física, mental e espiritual e nossa vida familiar para manter a chama ativa do casamento.

A zona de conforto nos torna menos profissionais do que podemos ser, menos amados do que podemos conquistar, mais gordo do que gostaríamos estar e alcançar muito menos na vida que na verdade podemos alcançar.

As pessoas na zona de conforto criam um limite imaginário em volta de si mesmas e com isso se tornam incapazes de evoluírem a si próprias e o ambiente que estão, perdendo oportunidades de crescimento.

Por outro lado, as pessoas que fogem da zona de conforto estão revisando constantemente o “statu quo” e buscam o constante aprimoramento pessoal, alcançando degraus antes inimagináveis.

Existem aqueles que vivem na zona de conforto somente em uma faceta da vida, e que apesar de altamente evolutivos na área profissional, estão estagnados no aspecto familiar. Nestes casos, podemos dizer que as facetas da vida não se equilibram, estando desalinhada com um objetivo central. Para estes segue o principio básico do equilíbrio pessoal: Não existe sucesso profissional que compense o insucesso pessoal e familiar.

Diante de tudo isso, só nos resta nos policiar, motivar e entender que de fato a vida real é aquela fora da zona de conforto.


O que o casamento desfeito pode fazer compreender

Quantas vezes você suportou falhas e defeitos como que fazendo de conta que seu par era perfeito.

Quantas vezes você deixou a si mesmo de lado, seus sonhos, anseios e desejos para fazê-lo feliz.

Quantas vezes você ignorou a mentira, se deixando enganar-se e aceitando como verdade o que estava claro que era inverdade.

Quantas vezes você concedeu, mesmo que não devia conceder evitando assim conflitos desnecessários.

Quantas vezes você ficou quieto quando tinha razão para falar, pensando em não magoar.

Mas apesar de tudo isso, tudo chegou ao fim. E é neste momento que vem aquela sensação de vazio junto com a pergunta que ecoa de dentro do seu coração: E o que vou fazer agora?

Apesar de não saber o que fazer, você passa a compreender muitas coisas:

Compreende o perigo de permanecer dentro da zona de conforto, onde o dia a dia pode abalar o que parecia inabalável.

Compreende o que é acordar todos os dias sozinho e ter como companheiro um enorme sentimento de inutilidade e rejeição.

Compreende que esse mesmo dia a dia, pode ser a solução para a dor, dor que os outros não sabem como é sentir, mas que tentam de alguma maneira ajuda-lo a superar.

Compreende que é tênue a linha entre amor e ódio e entre paixão e a revolta.

Compreende que na vida temos muitas fases, umas boas e outras ruins, que iniciam e terminam rápidas e lentas, e que o casamento é feito de muitas delas, que podem ou não ser superadas.

Compreende que o tempo dói, mas somente ele pode ser força motivadora para reerguer.

Compreende que se pode ressurgir das cinzas, que se pode amar mais e que não deve amar ninguém mais do que si mesmo.

Compreende que se encontra muito mais motivação para aquilo que não se tinha antes, como a dieta que nunca continuou ou a academia que tantas vezes parou e entende que você é capaz de chegar muito mais longe do que imaginava chegar.

Compreende que tem de se apegar a algo, não importa se são os filhos, a carreira, ou os cuidados com sigo mesmo, mas o importante é encontrar um motivo para simplesmente continuar.

Compreende que na verdade não foi você não foi injustiçado e sim você que foi injusto consigo mesmo em achar que não era capaz de superar.

Compreende que existe um mundo muito maior do que imaginava, onde se têm muitos outros motivos para ser feliz.

Compreende que se pode voltar a amar e ser amado e desejar e ser desejado, e o que é melhor, muito mais do antes.

Por fim compreendemos a maior de todas as lições: Que ao contrário do que você imaginava ainda tem todos os motivos para ser feliz!


O Pai Adotivo

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Pai Adotivo

Pai Adotivo

O PAI ADOTIVO

Sempre pensei que todos os dias podem ser apenas um dia como qualquer outro, mas um telefonema podia mudar tudo, aliás, não só um dia, mas todos os dias que se seguiriam então.

Sempre pensei que a oportunidade surgiria no tempo certo. O que não pensei é que junto com ela surgiriam também incertezas e a sensação de não se saber mais nada sobre o que pode vir a acontecer.

Sempre pensei que oito anos foram uma espera longa para um sonho, mas descobri que um único dia pode parecer mais longo do que tantos anos.

Sempre pensei que objetivo é determinação, e determinação é coragem, mas descobri que coragem é tudo que se precisa num momento desse.

Sempre sonhei com o dia em que veria meu filho nascer. Mas o que não sabia era que um filho pode nascer para um pai já tendo cinco meses.

Sempre pensei sobre como seria passar nove meses treinando sobre como tornar-se um pai, mas o que eu não sabia é que se pode acordar um dia e descobrir que já é pai.

Sempre pensei que existia um manual sobre o que um pai deve fazer, mas descobri que o manual está dentro de nós mesmos e que um dia simplesmente sabemos tudo o que deve ser feito.

Sempre pensei que chegaria o dia em que seríamos apresentados, o que não pensei é que uma frase ecoaria na minha mente sem que pudesse esquecer: “E essa é sua” Foi nesse momento que compreendi que tudo realmente tinha mudado e que toda a espera fez sentido.

Sempre pensei sobre como as pessoas são engraçadas. Todos olham para você e pensam que sua vida é perfeita e que não lhe falta nada. Pensam que dor sente somente quem perdeu e não quem nunca teve. E assim deixam de enxergar o vazio dentro daquele que simplesmente quer ouvir: “papai”.

Sempre pensei que na vida a todo o momento tiramos novas lições. Estava certo, pois:

- Aprendi que o filho está no coração

- Aprendi que se pode passar o dia todo pensando simplesmente no momento de chegar em casa e ver um sorriso.

- Aprendi que não existe esforço que não valha a pena.

- Aprendi que por mais que imaginemos que amamos alguém, notamos que surge alguém que amamos ainda mais.

- Aprendi que a adoção não é um gesto de amor para uma criança e sim o gesto de amor de uma criança para com seus pais.

- Aprendi, por fim, a maior de todas as lições, de que não fui eu que adotei a Giovanna e o Claudio como filhos e sim eles que me adotaram como pai.

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Vou enlouquecer?

Quando era criança, me lembro de assistir o desenho dos Jatsons e imaginar como seria viver num mundo do futuro, onde computadores fizessem parte da nossa vida e o virtual se misturasse com o real.

Pois bem, hoje posso dizer que vivo neste mundo que sonhei, no entanto, sinto saudades do meu tempo de criança.
Há poucos anos atrás, a única senha que tinha de guardar era a senha do meu cartão de banco. Hoje tenho além dela, a senha da internet, senha eletrônica e a palavra chave. Tem senha para ligar computador, acessar e-mails, sites e bancos. De tantas senhas para guardar, instalei um programa para gerenciá-las. Só que esqueci a senha das senhas e na quinta tentativa de relembrar a senha vi meu programa de senhas se autodestruir.

Quando criei minha primeira conta de e-mail me senti importante, afinal era status ter o e-mail no cartão de visita. Hoje tenho tantos e-mails diferentes que nem sei dizer quantos. Aliás, essas contas de e-mails me trouxeram duas centenas de e-mails por dia, isso porque a metade pára no meu programa anti-spam. Por isso passo mais parte lendo e respondendo e-mails do que fazendo o que de fato é importante no meu trabalho.

Lembro-me que do meu nascimento até meus dez anos, minha vida se resumiu a dois álbuns com vinte fotos cada um. Já meus filhos estão com três anos e já possuem setecentas fotos, todas digitais. Estimo que até o casamento deles tenha trinta mil fotos digitais. Isso me trouxe outro problema, como organizar e proteger todas as minhas fotos? Tive uma idéia, parte delas pode ser arquivada na internet e depois de uma semana mandando fotos para o site terminei a tarefa. Só esqueci-me de um detalhe, guardar o login e senha. Estão lá me esperando que eu lembre o login correto. Isso porque tinha criado uma frase chave, mas esqueci a resposta da frase.
É incrível como a comunicação mudou a forma como se relacionamos com as pessoas. Depois de onze anos de casado, ainda tenho algumas cartas e bilhetes recebidas da minha esposa. É claro que a última deve fazer uns cinco anos, hoje não escrevemos mais com papel e caneta, afinal somos um casal moderno. Agora, conversamos e até brigamos pelo msn ou skype. A vantagem é que posso discutir a relação enquanto converso com um cliente ou colega de trabalho.

Há dez anos meu sonho de consumo era um telefone sem fio com secretária. Hoje tenho um celular que tem um pouco de câmera fotográfica, de computador, de tocador mp3 e também é celular. Aliás, a cada dois minutos em média o celular recebe um e-mail novo. Um dia cheguei à conclusão que me tornei escravo do meu blackberry.

Meu televisor há dez anos sintonizava dez canais de TV. Hoje são mais de 150. De tantos canais que tenho para assistir, já estou estressado porque como não consigo ver mais de um programa por vez, fico passando de canal em canal, e acabo tendo uma visão geral do todo sem assistir nada.

Lembro-me bem do meu primeiro carro, era um Chevette 74 e tinha vinte anos de uso, a porta abria sozinha nas curvas, o assoalho era furado e o motor estava prestes a fundir. Hoje posso dirigir com um veículo que tem todos os confortos da vida moderna e um motor que dá gosto de andar, mas ando em média mais devagar que antes. Outro dia fui ao shopping de carro e de tanto trânsito que tinha fiquei uma hora com o carro parado sem conseguir entrar nem sair do estacionamento do shopping. Como posso suportar isso?
Disseram-me que para passar o estresse tinha de ir para um lugar quieto e distante, longe de tudo e todos. Assim, outro dia fui para uma pousada no meio do nada para relaxar. Depois de três dias estava tão estressado porque não conseguia ver meus e-mails que não agüentava mais ficar lá. Para completar, eu não podia nem falar para minha família, pois corria o risco de ser internado como louco. Foi aí que tive a idéia de assumir as compras da casa. Duas vezes por dia eu ia a cidade comprar as coisas da casa e passar no ciber-café para ver os e-mails. Quando demorava a voltar com o pão já dizia que a fila tava grande demais.

Pois bem, é por essas e outras que uma pergunta não sai da minha mente: Será que vou enlouquecer? Não sei. Só peço que se me internarem, por favor, me deixe ver meus e-mails!


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