Dicas Profissionais

5 dicas para ser proativo

Certo dicionário define proatividade como “habilidade de prever uma situação e agir antes de ela acontecer”. Ela é uma palavra que não sai de moda, tanto que está presente nos currículos e no vocabulário da maioria dos entrevistados. Mas, será que a proatividade é uma qualidade tão comum assim no mundo corporativo? A experiência mostra que na verdade as pessoas são muito mais reativas do que proativas.

Diante disso, a pergunta que surge é: Como podem os profissionais tornar-se proativos? De diversas formas, portanto vou destacar algumas dicas importantes:

Estar atento a sua volta

O profissional proativo, conforme a definição acima é um profissional que antecipa-se a situações. Deste modo, um profissional “desligado”, com baixa capacidade de observação não terá condições de identificar situações em que poderá agir.

Ter raciocínio rápido

De modo geral, a diferença de ação entre o proativo e o reativo é de alguns segundos. Por esse motivo, a capacidade de raciocínio apurada será fundamental para diferenciar-se. Uma ação proativa exige que o profissional tome decisões rápidas e acertadas.

Ter ação

De nada adianta o profissional identificar uma oportunidade, raciocinar o que pode fazer e não fazer absolutamente nada, pois a ação faz parte do jogo da proatividade. Por isso, dê atenção a ação como elemento fundamental da proatividade.

Confiar em si mesmo

É preciso acreditar que a sua decisão de agir será oportuna, pois o medo e a insegurança vai comprometer a possibilidade de ação do profissional diante de uma oportunidade. Não podemos simplesmente dizer depois que a oportunidade passou: “eu pensei nisso, mas achei que fosse muito obvio”. Confiança em si mesmo é tudo, por isso acredite em você!

Fazer um mapa mental

O mapa mental será um treinamento antecipado de situações em que poderá agir proativamente. Será uma preparação para ações necessárias que poderão surgir, ou seja, pensar no plano B, C e até o D. A questão que devemos sempre pensar é: Se algo der errado o que farei então?

A proatividade é uma habilidade que pode ser desenvolvida, mas exige esforço e ação por parte do profissional. Como grande parte dos profissionais ainda está bem atrás de uma postura verdadeiramente proativa, se você alcança-la terá um diferencial que somado a tantos outros poderá ajudar grandemente a sua carreira profissional.

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Como se preparar para uma transição de carreira?

Como se preparar para uma transição de carreira?

 

Hoje em dia, as carreiras profissionais passam por constantes mudanças, quer por impulsionamento do mercado ou por vontade dos próprios profissionais. Muitas profissões deixaram de existir nos últimos anos e muitas outras surgiram, permitindo que os profissionais migrem de carreira diversas vezes em sua trajetória profissional. Não raro eles decidem atuar em um novo mercado ou profissão, em busca de maiores oportunidades, qualidade de vida, satisfação pessoal ou por outros motivos. Mas como podem os profissionais se adequarem a essas transições? De várias formas, assim algumas dicas nesse respeito:

Nem tudo é eterno – Encarar aquilo que fazemos hoje como sendo a única opção na carreira é um erro comum de profissionais que pararam no tempo. Todos devem estar preparados para evoluir a cada dia, olhando anos à frente em relação a sua formação e profissão. Não existem garantias que aquilo que fazemos hoje será o que faremos num futuro próximo, podendo mudar o modo, motivo ou objetivo do que fazemos, ou até mesmo simplesmente deixarmos de fazer. Portanto, não percam de vista as tendências de mercado em relação a sua profissão.

Seja rápido nas mudanças – Por mais obvio que possa parecer isso, a experiência mostra que as pessoas têm uma enorme dificuldade de mudar. Costumo dizer que a maior dificuldade não é aprender algo novo, mas “desaprender” o que aprendemos. Isso exige um esforço ainda maior do profissional, pois todos nós carregamos vícios profissionais que podem tornar a mudança um grande desafio. Deste modo, não basta dizer que está aberto a novas experiências é preciso estar de verdade.

Aceite começar de baixo – Nem sempre conseguiremos mudar de área e manter o mesmo padrão de cargo, salário e benefícios que tínhamos na área anterior, por isso o profissional deve estar em condições e disposto de assumir uma redução de salário e de cargo. Dificilmente um profissional migrará de carreira e terá melhorias imediatas em relação à carreira anterior e por esse motivo terá de investir pela transição.

Use a diversidade a seu favor – Anteriormente as empresas valorizam profissionais que tivessem uma formação específica para a área de atuação, mas hoje é diferente. A cada dia o mercado busca profissionais formados em áreas distintas para atuarem em segmentos específicos, portanto valorize a sua formação e tenha capacidade de demonstrar numa entrevista como ela pode ser útil na carreira ou cargo almejado.

Invista em redes de relacionamentos – Cada vez mais são valorizados os contatos profissionais vindos de redes de relacionamentos profissionais. Sites como Linked in podem ajudar a iniciar contatos com a área pretendida e conhecer empresas que você almeja trabalhar. Além disso, as empresas buscam informações das páginas que os profissionais mantem nesses sites, deste modo invista nelas.

O momento de transição de carreira não é um processo simples, mas os profissionais que investirem tempo nele na maioria das vezes alcançarão bons resultados a longo prazo, por isso não deixe de pensar na sua transição de carreira como uma grande oportunidade de sucesso profissional.


Entrevista TV+ – Dicas Profissionais

Nesse vídeo você poderá ver a entrevista concedida na TV+ sobre dicas profissionais, entrevista de emprego e emprego temporário.


Palestra em Rio Claro

SNV34393siteA palestra O Perfil do Profissional de Sucesso realizada ontem (25.11) em Rio Claro na Faculdade Claretianas foi um sucesso de público.

O evento contou com a participação de quase 300 alunos do curso de Administração e Tecnólogos de Gestão Financeira, RH e Logística.

Na palestra foram abordados temas como perfil profissional, marketing pessoal, carreira e dicas para ajudar os estudantes a terem melhores condições competitivas no mercado de trabalho.

Muitos estudantes mandaram e-mais de agradecimento conforme segue alguns trechos:

"Em primeiro lugar, gostaria de parabenizá-lo pela palestra de ontem! Foi excelente e super cativante!"

"Assisti sua palestra ontem e me senti na obrigação de agradecer-lhe, pois foi a melhor palestra que tivemos até agora."

"Caro Anderson, gostaria de parabeniza-lo pela palestra proferida na última quinta feira nas faculdades Claretianas de Rio Claro."

"Gostei muito do tema tratado,onde passou mais conhecimentos e técnicas necessárias para o desenvolvimento profissional, é de profissionais assim que  as faculdades precisam para palestrar com conhecimento e saber passar com clareza ,estou muito grato. Nota 10 pela palestra."

"Assisti sua palestra nas faculdades Claretianas de Rio Claro, gostei muito, parabéns"


Entrevista TV+

Está disponível a entrevista concedida na TV+ sobre o perfil do profissional de sucesso no contexto do emprego temporário.

Assista no link: Emprego temporário


Programa Show + da TV Mais

SNV34301baixaNessa terça-feira (08/11) participei do programa Show + com Darcio Arruda da Rede TV Mais. O programa diário recebe entrevistados e discute temas diferentes com foco cultural.

O tema desse programa foi Emprego Temporário e contou, além da minha presença, com a da advogada especializada em direito do trabalho, Dra. Marizilda do Nascimento e o diretor de negócios da Job Center Alexandre Leite Lopes. 

Durante 1:30hs discorremos sobre diversos assuntos de interesse dos profissionais em busca de uma recolocação profissional e oportunidade do primeiro emprego.

Além de aspectos jurídicos da área, bem esboçados pela Dra. Marilza, Alexandre e eu deixamos dicas oportunas aos profissionais.

Você poderá contar nos diversos artigos do meu site você poderá encontrar mais dicas para melhorar a sua empregabilidade.


Sucesso!


Anderson Hernandes




Dez dicas para candidatos ao primeiro emprego

Capa netDez dicas para candidatos ao primeiro emprego

 

Todos os anos, escolas, faculdades e universidades despejam milhares de novos profissionais no mercado de trabalho em busca do primeiro emprego.  A ânsia desses profissionais para serem contratados por uma empresa é grande, mas as dificuldades que enfrentam são ainda maiores.

Como podem esses profissionais melhorem suas condições de conseguir um primeiro emprego? De muitas formas, portanto vou deixar algumas dicas para esses profissionais:

1 – Invista na sua formação – Profissionais sem experiência precisam investir na formação de modo a terem melhores condições de ingressarem no mercado de trabalho. Como muitos dos profissionais que estão a procura do primeiro emprego não tem boa formação, aqueles que tiverem terão melhores condições competitivas.

2 – Investir na formação complementar – Não basta investir na formação principal, é preciso complementa-la com cursos e palestras. Ao entrevistar candidatos a vagas na área em que estudam, notamos que a maior parte desses tem um conhecimento muito superficial que poderia ser revertido com cursos complementares.

3 – Invista na leitura – Todas as profissões dispõe de uma ampla fartura de livros, sites, blogs e artigos disponíveis para ampliar o conhecimento profissional, porém muitos dos profissionais não tem o hábito de ler. Se você busca uma oportunidade é preciso investir na leitura técnica.

4 – Invista no marketing pessoal – Suas roupas, cabelo e modo de falar devem estar adequados a área pretendida. Por mais obvio que possa parecer, muitos profissionais desconsideram que esses detalhes fazem a diferença.

5 – Invista numa 2ª língua – Ainda não se convenceu que uma segunda língua é importante? Bem, acabou de perder uma grande oportunidade de conseguir um primeiro emprego.

6 – Invista tempo em conhecer a empresa contratante – Participar de um processo seletivo sem visitar o site da empresa e informar-se sobre ela é um erro imperdoável e pode custar caro numa entrevista.

7 – Invista na entrevista – Se você teve a oportunidade de ser entrevistado, aposte suas fichas nela, portanto seja natural, sincero, evite frases prontas e repetitivas e mostre um diferencial, ele poderá ser o seu passaporte para a contratação.

8 – Invista no seu currículo – Com tanta informação disponível na internet sobre como elaborar um currículo adequado é inadmissível a quantidade de currículos com formatação inadequada, erros ortográficos e de concordância que muitos profissionais enviam as empresas.

9 – Invista no seu comportamento – Comportamento é tudo, assim pense no valor que tem dado a ele. Uma empresa pode investir no conhecimento técnico e na melhoria de habilidades dos seus profissionais, mas o comportamento quem deve investir é você. Pense nisso!

10 – Invista na busca de oportunidades – A oportunidade não cai na nossa cabeça, somos nós que criamos. Deste modo, invista no networking, estágio, internet e busca, muita busca pela oportunidade. E acima de tudo, quando encontra-la, aproveite-a, pois poderá ser única.

A você que está em busca do seu primeiro emprego só posso desejar muito sucesso e dizer que pode contar comigo mandando suas dúvidas no meu blog.

Conheça o livro "O Perfil do Profissional de Sucesso do Mundo Moderno."

Fale com Anderson Hernandes – contato@andersonhernandes.com.br


O profissional vende-se a si mesmo todos os dias

O profissional vende-se a si mesmo todos os dias

Não é de hoje que se fala sobre marketing pessoal, mas de modo geral, muito profissionais ainda se descuidam desse aspecto tão importante. O marketing pessoal é um conjunto de fatores que compõem um profissional e não se restringe apenas as a sua vestimenta, mas será esse aspecto que vou destacar nesse artigo, deixando algumas dicas para os profissionais nesse quesito:


Vestir-se de acordo com o ambiente profissional

O profissional deve usar roupas que não destoem com o ambiente profissional. Se o ambiente for casual, ele poderá usar roupas dessa natureza desde que com bom critério. Dificilmente o profissional encontrará um ambiente corporativo que comporte a utilização de roupas extremamente largas, camisetas com cores vibrantes ou bonés.

Não chamar atenção desnecessariamente

A vestimenta, via de regra, deve ser discreta, elegante, mas não nunca tornar a pessoa “uma carta fora do baralho”. Para homens, gravatas de bichinhos, camisas com cores que o permitem ver ela a muitos metros de distancia, não é uma boa escolha. Para as mulheres utilizar acessórios em demasia e roupas extravagantes também não é uma boa idéia.

Cuidado para não constranger outros

Nossa vestimenta nunca deve constranger as pessoas. Especialmente no caso das mulheres, se o ambiente permitir o uso de roupas em que a barriga fique a mostra, ela deve ser relativamente discreta e nunca ser excessivamente curta. Calças de cintura baixa devem permitir que a pessoa abaixe ou se sente sem mostrar a lingerie. Decotes merecem atenção especial de modo a não tornarem-se reveladores. Transparências e saias curtas quase sempre devem ser abolidas.

Detalhes que fazem a diferença

Não é preciso ser um símbolo de elegância, mas alguns detalhes nunca devem ser esquecidos, tais como:

  • Nunca usar meias brancas com roupas sociais
  • Sapatos desengraxados nem pensar
  • Opte por tecidos de algodão ao invés dos sintéticos
  • Banho é prioridade, não se esqueça
  • Desodorantes, anti-transpirantes, etc também são prioridades
  • Barba por fazer pode evidenciar desleixo pessoal
  • Chinelos só em casa
  • Camisas de time só no campo de futebol
  • Camisetas, quando permitido sem frases

A boa vestimenta como já salientei é apenas um dos critérios de um bom marketing pessoal, mas investir nisso só trará benefícios ao profissional, uma vez que a imagem ainda diz muito sobre o que somos.

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Os cursos técnicos e a formação profissional

Há anos vem se discutindo sobre a formação de profissionais em cursos técnicos e a equivalência desses cursos aos cursos de graduação. Antes de tudo, em minha opinião, o curso técnico não se equivale diretamente ao curso de graduação, seja ele bacharelado ou tecnológico, porém, considero valiosíssimo para a formação inicial de um profissional e a seguir explico as minhas razões.

Um profissional que participa de um curso técnico consegue ingressar no mercado de trabalho em tempo mais curto que um profissional que faz, por exemplo, um curso de bacharelado. Isso se pelo motivo de que em aproximadamente 18 meses o profissional técnico recebe um diploma de formação, possibilitando atuar nela, diferentemente do outro profissional que precisará de 48 meses ou mais para formar-se.

Em alguns casos, os cursos de graduação tornaram-se cursos totalmente dispersivos, perdendo completamente o foco e com isso deixando de dar uma formação adequada ao profissional, diferentemente da maioria dos cursos técnicos, que por serem de curta duração, precisam de foco para possibilitar o profissional o preparo necessário para atuar na área.

Uma pesquisa recente, realizada pelo Centro Paula Souza, ligada ao Estado de São Paulo, aponta que a empregabilidade dos alunos formados em escolas técnicas é de 73%, o que considero excelente. Além disso, a remuneração média aumentou 22% em relação à pesquisa anterior. Esses dados só enfatizam que a profissão técnica ainda é valorizada por muitas empresas que perceberam que é possível encontrar pessoas, a qualificação procurada.

Outra opção a esses profissionais são os cursos de graduação de curta duração ou tecnológicos, onde por um período de aproximadamente 24 meses, o profissional recebe um diploma de formação superior, com direito a inclusive ingressar em um curso de pós-graduação se assim desejar. Apesar desses cursos se proliferarem pelas faculdades e universidades do Brasil, alguns profissionais e empresas, na maioria das vezes por falta de informação, menosprezam profissionais formados nesses cursos. Sobre esse assunto, há alguns anos atrás publiquei um artigo que poderá ser acessado no meu site.

De qualquer modo, enfatizo o que tenho dito durante anos a estudantes de graduação e de escolas técnicas na qual realizo palestras em todo o Brasil: Tão importante quanto ter uma formação técnica é ter habilidades e comportamentos que o mercado valorize, pois a formação não é tudo em um profissional. Assim, pense em como o seu marketing pessoal, sua capacidade de comunicação, seu trabalho em equipe, seu modo de lidar com problemas e seu equilíbrio emocional, para citar apenas algumas características, contribuem para seu sucesso profissional e aumentam a sua empregabilidade. Se você fizer isso terá diferenciais que o valorizarão no tão competitivo mercado de trabalho.


Uma “Marca” que só você pode “Construir”

Quase todos os profissionais sabem que devem investir no seu marketing pessoal, porém poucos sabem como “construir” uma marca pessoal. Primeiramente, é importante dizer que investir em marketing pessoal é apenas uma das maneiras de construir uma marca pessoal, por isso, vou dar-lhe quatro dicas para ajudá-lo nisso:

Faça algo diferente

Profissionais que se destacam dos demais, conseguem isso porque são de algum modo diferentes. Fuja do que chamo de comoditização profissional, ou seja, um monte de profissionais sem nenhuma diferenciação. A diferença pode ser obtida através de diversas maneiras, no entanto, normalmente é pela somatória de pequenos fatores que o profissional faz, ou que seja, estar  acima da média é que o diferenciará. Exemplificando, se você é muito criativo, destaca-se dos demais, por evidenciar o quanto a sua criatividade  pode ser útil para o seu ambiente profissional. Assim, quando outros pensarem no assunto, o nome de quem virá a mente dos seus pares?

Nunca passe despercebido
Quantas chances profissionais  de construir uma marca pessoal e simplesmente são desperdiçadas por falta de iniciativa por parte do profissional. Sempre aproveite maneiras de deixar sua marca pessoal por onde passa. Por exemplo, digamos que esteja fazendo um curso de longa duração, como uma pós-graduação, será que algum ex-professor lembrar-se-ia de você, só pelo nome, cerca de dois semestres após ter-lhe dado aulas? Se você firmou sua marca pessoal, isso não seria difícil. Isso poderia ser conseguido, por exemplo, por oferecer artigos ou informações importantes, ou por emprestar um livro ao seu professor.
Se você tem habilidades em comunicação, porque não se oferecer para ministrar uma palestra sobre um assunto que domine na sua faculdade? Isso pode ser o início de uma construção de marca pessoal. Não importa o que você faça, mas fuja da medianidade, por que são os melhores e os piores que são lembrados, nunca os medianos.

Comunique-se adequadamente
Habilidade de comunicação é fundamental para a construção de uma marca profissional. Pode até parecer estranho, mas durante anos palestrando e desenvolvendo treinamentos profissionais, aprendi que muito mais importante do que você fala é como você fala. As pessoas, de modo geral, admiram muito mais pessoas que dizem frases comuns de modo extraordinário do que aquelas que dizem frases extraordinárias de forma comum. Diante disso, capriche nas apresentações. Se possuir bom humor ou facilidade de fazer os outros rirem, procure transmitir informações desse modo, mesmo quando tratar-se de informações técnicas. Nunca perca a platéia, deixando-a “dormir” ou “vaguear” em seus discursos. Se puder transmitir algo em 30 minutos de modo disperso, prefira fazer isso em 15 minutos de modo emocionante. Lembre-se que informação é importante, mas embalá-la para presente poderá torná-la algo inesquecível.

Faça algo pessoal com o qual possa orgulhar-se
Durante anos observando profissionais com marcas fortes, aprendi que elas estão atreladas ao que o profissional é como pessoa, bem como aos seus valores e realizações pessoais. Se dedicarmos todo nosso recurso em criar uma imagem profissional, mas ela não refletir o que somos na vida real,  cedo ou tarde, isso irá prejudicar nossa reputação. Isso envolve os nossos valores e atributos pessoais que devem ficar evidentes às pessoas em nossa volta, principalmente hoje, onde cada vez mais caminhamos para inseparabilidade entre vida profissional e pessoal.
As pessoas admiram aquelas que realizam algo extraordinário em sentido pessoal, especialmente quando feito saber a outras pessoas. Isso trás inúmeros benefícios pessoais, que vão da auto-realização a ajuda prestada a outras pessoas. Existem diversas maneiras de realizar algo pessoal com que podemos nos orgulhar, como por exemplo, auxiliar pessoas em estado terminal, visitar abrigos de idosos e crianças carentes, voluntariar-se na sua área de atuação profissional e muitas outras. Existem também realizações nas quais dedicamos uma vida inteira ou parte dela, como a adoção e apadrinhamento de crianças ou de parentes carentes e cuidados especiais a pais idosos.
De qualquer modo, após dedicar tanto tempo e recursos nessas atividades, aprendemos que somos mais beneficiados pelas recompensas obtidas do que aqueles que de alguma maneira ajudamos.
Com certeza, existem inúmeras outras maneiras para construirmos a nossa Marca Pessoal, mas se você seguir essas dicas, com certeza estará investindo pesado na consolidação da marca chamada VOCÊ.

Conheça a palestra sobre Marketing Pessoal de Anderson Hernandes


Como se recolocar no mercado de trabalho

Muitos profissionais têm dificuldades para recolocar-se no mercado de trabalho, e motivos para isso não faltam: o excesso de profissionais desempregados, a falta de qualificação e a alta competitividade são alguns deles. Mas como podem conseguir uma melhor recolocação?

O ponto inicial é avaliar suas qualificações profissionais e certificar-se de que elas estão adequadas à vaga pretendida. Isso se aplica aos cursos e habilidades pessoais do candidato. É muito comum que candidatos à vaga preparem currículos com qualificações e cursos totalmente desalinhados com a vaga pretendida. Recentemente, ao entrevistar uma candidata, fiquei decepcionado quando ela mencionou que pretendia fazer um curso de graduação numa área totalmente diferente da proposta da vaga. É claro que a vaga foi encaminhada para outra profissional.

Na entrevista, o profissional nunca deve se esquecer do marketing pessoal. Por mais óbvio que possa parecer, muitos profissionais ainda não se vestem adequadamente para uma entrevista. Para os homens: esqueça a barba por fazer, camisetas e calças jeans. Para as mulheres: minissaia, miniblusa e decotes acentuados nem pensar. É importante mencionar que o marketing pessoal pode ser decisivo.

Durante a entrevista, o candidato deve tomar muito cuidado com as pegadinhas, pois o entrevistador muitas vezes faz perguntas visando avaliar o seu comportamento. Nesses momentos, notamos que existem candidatos que relutam em falar sobre assuntos como erros cometidos, agindo como se isso nunca tivesse acontecido, o que não é verdade. Por isso, sempre fale a verdade ao entrevistador, procure citar exemplos que demonstrem suas habilidades ao lidar com adversidades e, por mais difícil que seja, mantenha a calma.

A empresa abre uma vaga de emprego para atender a uma necessidade dela. Para que você possa se recolocar no mercado de trabalho, as empresas devem compreender que você está preparado para atender a essas necessidades. Por isso, não basta saber fazer, você precisa demonstrar que sabe. Portanto, comunicar-se bem é fundamental. Assim, não deixe de treinar seu modo de falar para expressar-se com clareza, jamais usando gírias e procurando sempre falar com o olhar no entrevistador.

A recolocação no mercado de trabalho torna-se mais fácil para aqueles profissionais que investem no seu desenvolvimento. Portanto, leitura, cursos e palestras contam muito. Existem muitos cursos e palestras gratuitas promovidas por empresas, entidades de classe, prefeituras e escolas onde os profissionais poderão se equipar melhor para alcançar um bom emprego. Com tantos profissionais desqualificados, você estará um passo à frente por ter qualificação superior. Não se esqueça de que são poucas as empresas que estão dispostas a dedicar tempo para treinar seus profissionais em tudo que precisam.

Acima de tudo, a força de vontade é fundamental para ser contratado para um novo emprego. Não se pode esperar que o emprego caia sobre a sua cabeça. É preciso esforço. Portanto, não desista e certamente será bem-sucedido!


Vou enlouquecer?

Quando era criança, me lembro de assistir o desenho dos Jatsons e imaginar como seria viver num mundo do futuro, onde computadores fizessem parte da nossa vida e o virtual se misturasse com o real.

Pois bem, hoje posso dizer que vivo neste mundo que sonhei, no entanto, sinto saudades do meu tempo de criança.
Há poucos anos atrás, a única senha que tinha de guardar era a senha do meu cartão de banco. Hoje tenho além dela, a senha da internet, senha eletrônica e a palavra chave. Tem senha para ligar computador, acessar e-mails, sites e bancos. De tantas senhas para guardar, instalei um programa para gerenciá-las. Só que esqueci a senha das senhas e na quinta tentativa de relembrar a senha vi meu programa de senhas se autodestruir.

Quando criei minha primeira conta de e-mail me senti importante, afinal era status ter o e-mail no cartão de visita. Hoje tenho tantos e-mails diferentes que nem sei dizer quantos. Aliás, essas contas de e-mails me trouxeram duas centenas de e-mails por dia, isso porque a metade pára no meu programa anti-spam. Por isso passo mais parte lendo e respondendo e-mails do que fazendo o que de fato é importante no meu trabalho.

Lembro-me que do meu nascimento até meus dez anos, minha vida se resumiu a dois álbuns com vinte fotos cada um. Já meus filhos estão com três anos e já possuem setecentas fotos, todas digitais. Estimo que até o casamento deles tenha trinta mil fotos digitais. Isso me trouxe outro problema, como organizar e proteger todas as minhas fotos? Tive uma idéia, parte delas pode ser arquivada na internet e depois de uma semana mandando fotos para o site terminei a tarefa. Só esqueci-me de um detalhe, guardar o login e senha. Estão lá me esperando que eu lembre o login correto. Isso porque tinha criado uma frase chave, mas esqueci a resposta da frase.
É incrível como a comunicação mudou a forma como se relacionamos com as pessoas. Depois de onze anos de casado, ainda tenho algumas cartas e bilhetes recebidas da minha esposa. É claro que a última deve fazer uns cinco anos, hoje não escrevemos mais com papel e caneta, afinal somos um casal moderno. Agora, conversamos e até brigamos pelo msn ou skype. A vantagem é que posso discutir a relação enquanto converso com um cliente ou colega de trabalho.

Há dez anos meu sonho de consumo era um telefone sem fio com secretária. Hoje tenho um celular que tem um pouco de câmera fotográfica, de computador, de tocador mp3 e também é celular. Aliás, a cada dois minutos em média o celular recebe um e-mail novo. Um dia cheguei à conclusão que me tornei escravo do meu blackberry.

Meu televisor há dez anos sintonizava dez canais de TV. Hoje são mais de 150. De tantos canais que tenho para assistir, já estou estressado porque como não consigo ver mais de um programa por vez, fico passando de canal em canal, e acabo tendo uma visão geral do todo sem assistir nada.

Lembro-me bem do meu primeiro carro, era um Chevette 74 e tinha vinte anos de uso, a porta abria sozinha nas curvas, o assoalho era furado e o motor estava prestes a fundir. Hoje posso dirigir com um veículo que tem todos os confortos da vida moderna e um motor que dá gosto de andar, mas ando em média mais devagar que antes. Outro dia fui ao shopping de carro e de tanto trânsito que tinha fiquei uma hora com o carro parado sem conseguir entrar nem sair do estacionamento do shopping. Como posso suportar isso?
Disseram-me que para passar o estresse tinha de ir para um lugar quieto e distante, longe de tudo e todos. Assim, outro dia fui para uma pousada no meio do nada para relaxar. Depois de três dias estava tão estressado porque não conseguia ver meus e-mails que não agüentava mais ficar lá. Para completar, eu não podia nem falar para minha família, pois corria o risco de ser internado como louco. Foi aí que tive a idéia de assumir as compras da casa. Duas vezes por dia eu ia a cidade comprar as coisas da casa e passar no ciber-café para ver os e-mails. Quando demorava a voltar com o pão já dizia que a fila tava grande demais.

Pois bem, é por essas e outras que uma pergunta não sai da minha mente: Será que vou enlouquecer? Não sei. Só peço que se me internarem, por favor, me deixe ver meus e-mails!


A atualizacao do conhecimento

Muito se fala sobre sucesso profissional, carreira profissional e visibilidade profissional. Isso gera um ônus constante ao profissional na busca de qualificação para as novas exigências no mercado de trabalho, que por estar em constante mudança, torna a tarefa um círculo vicioso. A pressão para manter-se atualizado é constante, portanto, a primeira regra que o profissional deve aprender é que não importa o quanto ele se mantenha atualizado, em algum aspecto da sua carreira ele ficará desatualizado.
Carreiras em áreas de constante mutação como tecnologia, medicina, jurídica e outras, implicam numa atualização mais periódica para manter-se atualizado. Já carreiras em áreas de mutação menor como marketing, administração, finanças e outras possibilitam uma atualização menos constante. Mas como pode o profissional acompanhar tudo isso?
Segue algumas dicas:

1. Faça uma grande atualização de conhecimento a cada dois ou três anos no máximo – Em carreiras profissionais de grande mutação, recomendo que o profissional busque participar de cursos de educação continuada para aprimorar seu conhecimento. O ideal é que tais cursos tenham uma carga horária justificável, de pelo menos 50 horas para que permita um aprofundamento mínimo nesta atualização. Tais cursos poderão compreender tanto aprimoramentos em suas especializações, como novos conhecimentos de áreas ligadas a sua especialização.

2. Participe de palestras, convenções e workshops regularmente – Tais eventos ajudam o profissional a manter-se em dia com atualizações do seu conhecimento especialmente em áreas de grande mutação. Mesmo em áreas de mutação menor, essas participações poderão trazer-lhe insigts que auxiliarão o seu desenvolvimento profissional.

3. Todos os anos estudem algo diferente – Escolha atividades pessoais que não tenha qualquer influencia com o conhecimento profissional para ampliação de conhecimento pessoal. A exemplo disso destaco: vinhos, instrumentos musicais, artes e outros assuntos. Até mesmo as empresas têm incentivado seus profissionais a buscar essa diversidade de conhecimento.

4. Leia, leia e leia – A leitura deve fazer parte do dia a dia do profissional, por isso, falar sobre isso é mais do que redundante. Se estiver lendo esse artigo, provavelmente é um profissional que reconhece essa necessidade.

O conhecimento é perecível, portanto não se engane em achar que por ter aprendido algo novo ele continuará novo por muito tempo, pois quando ele se dissimila quase sempre já tem algo de ultrapassado. Diante disso, o segredo é ser seletivo no conhecimento, pois quando se trata desse assunto é muito fácil gastarmos o tempo indevidamente.

O conhecimento nos dá muitas lições, e dentre elas posso citar:
Não importa o quanto estudemos, sempre haverá muito a estudar.

Não importa o quanto nos achemos sábios, sempre agiremos como tolos em alguma faceta da nossa vida.

Não importa o quanto conhecemos algo, alguém ainda conhece mais do que nós.

Não importa se não conhecemos nada sobre determinado assunto, porque ninguém sabe tudo mesmo.

Não importa qual idade temos, porque o conhecimento adquirido não é experiência e está apartado do tempo de vida.

Por fim, não importa o quanto estudemos, sempre haverá muito a estudar.

Sucesso na sua atualização do conhecimento!


Como se Preparar para o Mercado de Trabalho

Muitos profissionais têm dificuldades de recolocar-se no mercado de trabalho e motivos não faltam para isso: o excesso de profissionais desempregados, desqualificação profissional e a alta competitividade são alguns deles. Mas como podem conseguir uma melhor recolocação?

Bem, o ponto inicial do profissional é avaliar suas qualificações profissionais e se elas estão adequadas à vaga pretendida. Isso se aplica aos cursos e habilidades pessoais do candidato. É muito comum que candidatos à vaga preparem currículos com qualificações e cursos totalmente desalinhados com a vaga pretendida. Recentemente ao entrevistar uma candidata fiquei decepcionado quando ela mencionou que pretendia fazer um curso de graduação numa área totalmente diferente para a pretendida. É claro que a vaga foi encaminhada para outra profissional.

Na entrevista o profissional nunca deve se esquecer do marketing pessoal. Por mais óbvio que possa parecer, muitos profissionais ainda não se vestem adequadamente para uma entrevista. Neste caso, para os homens esqueça a barba por fazer, camisetas e calças jeans e para as mulheres minissaia, miniblusa e decotes acentuados nem pensar. É importante mencionar que o marketing pessoal pode muitas vezes decidir uma vaga.

O candidato deve tomar muito cuidado na entrevista com as pegadinhas, pois o entrevistador muitas vezes faz perguntas visando avaliar o comportamento do candidato. Nestes momentos notamos que existem candidatos que relutam em falar de assuntos como erros cometidos, agindo como se nunca tivessem cometido erros, o que não é verdade. Por isso, sempre fale a verdade ao entrevistador, procure citar exemplos que demonstre suas habilidades ao lidar com adversidades e acima de tudo mantenha a calma.

A empresa abre uma vaga de emprego para atender a uma necessidade dela. Para recolocar-se no mercado de trabalho as empresas devem compreender que você está preparado para atender as necessidades dela. Por isso, não basta saber fazer, você têm de mostrar a empresa que sabe fazer. Portanto, comunicar-se bem é fundamental. Assim, não deixe de treinar seu modo de falar para expressar-se com clareza, nunca usando gírias e falando olhando atentamente para o entrevistador.

A recolocação no mercado de trabalho torna-se mais fácil para aqueles profissionais que investem no seu autodesenvolvimento. Portanto, a leitura, cursos e palestras poderão ser úteis aos profissionais. Existem muitos cursos e palestras gratuitas promovidas por empresas, entidades de classe, prefeituras e escolas onde os profissionais poderão estar mais bem equipados para alcançar um bom emprego. Com tantos profissionais desqualificados, você estará um passo a frente por se qualificar melhor. Não se esqueça que são poucas empresas que estão dispostas a dedicar tempo para treinar seus profissionais em tudo que precisam.

Acima de tudo, a força de vontade deve ser fundamental para ser contratado para um novo emprego. Não se pode esperar que o emprego caia sobre a sua cabeça. É preciso esforço, portanto não desista e com certeza será bem sucedido!


Até que Ponto o Conhecimento Afeta Voce?

Dizem que vivemos numa era como nunca vista antes – a era da informação. Existe informação disponível sobre tudo e todos a qualquer momento. São blogs, vídeos, artigos, revistas, cursos de todo e qualquer assunto que se possa imaginar e necessitar. Diante disso, a difícil pergunta que surge é: O que, onde, como, por que e para quê vou precisar aprender algo novo?

Talvez não nos apercebamos disso de modo tão pleno, mas toda essa enxurrada de informação e conhecimento disponível transformou a nossa vida, levando-nos por um caminho sem volta. Não podemos mais nos dar ao luxo de não absorver novas informações. Se não atualizarmos constantemente nosso conhecimento, seremos substituídos por aqueles que o fazem. Na verdade, o processo de aprendizado passa a ser contínuo, onde mal terminamos de estudar algo novo e quase sempre temos de atualizar o que aprendemos.
Você cursou a faculdade? Sinto ao dizer-lhe que isso não lhe prestará para muita coisa. Talvez até 2/3 de todo o conhecimento adquirido numa faculdade já estará desatualizado no momento em que se formar.

Acha exagero? Pois não é. O que você tira de real proveito num curso de graduação é a melhoria na capacidade de absorção de novos conhecimentos, na capacidade de análise crítica e a síntese da profissão escolhida. Isto é, se estudou direito, ao sair da faculdade terá subsídios para aprender algo realmente aplicável sobre direito. O mesmo se dá em outras áreas. Se não, para que serviriam os programas de trainee?

Então não vá “se achando” só porque fez uma faculdade, porque isso não é um passaporte para o sucesso, é apenas um passo na tentativa de evitar o fracasso profissional.

Em outro aspecto da gestão individual do conhecimento, devemos notar que as grandes empresas querem saber o que e onde você cursou a sua faculdade. As instituições de primeira linha, compostas por na sua maioria por “filhinhos de papai”, formam uma fila de profissionais que disputarão as mesmas vagas de trainee que você disputará. Se a sua faculdade não for de primeira linha, a única vantagem que você tem sobre seus concorrentes é que, enquanto você estudava com afinco e anotava cada palavra que seu professor colocava naquele quadro negro com giz, os outros estavam sentados em salas climatizadas, navegando no Orkut através da rede wireless da faculdade enquanto o professor, utilizando-se de recursos de última geração, fazia uma chata aula expositiva.

E o que dizer do MBA? Se você ainda não acrescentou essas três siglas no seu currículo, pode ter certeza de que perderá 1/3 de todas as chances de conseguir um bom emprego. Hoje, todos querem um MBA. A má noticia é que quase todos podem ter. A proliferação dos cursos de MBA gerou uma lista interminável de MBAs. Entre MBAs em gestão disso e daquilo, podemos fazer uma lista com uns cem nomes diferentes. Não se surpreenda se em pouco tempo surgirem o MBA em Gestão do Lar ou MBA da Criação de Filhos, porque quase tudo em pós-graduação que vier depois da sigla MBA tornou-se um apelo da faculdade pela busca de novos alunos.

O melhor MBA que existe é o MBA da vida. É aquele em que aos 14 anos você já trabalha, estuda e não ganha mesada. É aquele onde você “ralou” fazendo de tudo e, aos 18 anos, depois de limpar todas as suas economias da poupança, conseguiu comprar aquele fusca com motor quase fundido e funilaria por fazer. Isso sim é MBA. O resto vai lhe acrescentar mais conhecimento perecível e vai lhe trazer benefícios também perecíveis. O “MBA da vida”, entretanto, lhe trará benefícios duradouros.

Acho incrível como as pessoas sonham com o sucesso que um certificado de curso superior possa dar. As próprias faculdades usam palavras como “realização, sucesso, superação e conquista”. Porém, passados os anos de estudo, você sai do sonho e chega à realidade, mas a realidade aparece, na verdade, bem diferente daquele sonho. Descobre-se então que tudo aquilo não passava de apenas ilusão. Quantos estudantes de direito vislumbram a possibilidade de serem juízes, promotores e outros cargos desejáveis, mas ao se formarem sequer conseguem passar no exame da ordem.

De quem é a culpa de tudo isso? A culpa é de todos. Leia-se “todos”, o mercado, a concorrência, os facilitadores do conhecimento, a tecnologia, nós e até o seu cachorro. É até seu cachorro é culpado por tudo isso. Pois hoje tem psicologia, massagem, acupuntura, escovação e dezenas de outros cuidados para o seu cachorro. Por quê? Porque os cachorros já não são mais como antigamente. Eles têm vontade própria, sentimento, são emotivos e são tratados como gente. É por essas e outras mudanças que as coisas estão tão difíceis no mercado de trabalho, pois a maioria dos profissionais é ensinada a ver o mercado como o mercado foi e não como ele é.

Um exemplo clássico disso são os cursos de profissões regulamentadas. Eles formam dentistas, médicos, advogados, psicólogos e não médicos-empresários, dentistas-empreendedores, advogados-administradores. Aí a faculdade despeja todos os anos milhares de profissionais que, nos melhores casos, só sabem cuidar de dente, de doença, de leis, mas não de finanças, negociação, precificação ou administração.

E o que o futuro nos reserva? Não sei, mas uma das coisas de que tenho certeza é que a concorrência profissional vai aumentar a cada dia. Aliás, já estou tomando meus cuidados porque vejo que se não me atualizar logo, em pouco tempo perderei meu emprego para minha própria filha, que hoje tem três anos. Minha preocupação é justificável por diversos fatores. Meu primeiro contato com um telefone celular se deu aos meus 22 anos, a internet aos 23, câmera digital aos 28 anos, voip aos 30 e Youtube no mês passado. Já a minha filha com três anos de idade fala ao celular, tira foto com a câmera digital, usa o controle remoto, dvd, home theater e, ao utilizar o Skype exige a web cam. Só não usa a internet porque não sabe ler e escrever. No meu tempo, desenho animado era Pateta, Pato Donald, Mickey Mouse e semelhantes, hoje eu só a ouço falar em Backyardgans, Lazytowne Clifford e Barney. Onde é que vamos parar? Acha exagero? Pode achar o que for, mas é certo que você deve tomar cuidado.

O que, afinal, o mercado quer de nós? Ele quer profissionais multi-qualificados, multi-tarefeiros, multi-habilidosos, poliglotas, que sabem trabalhar sobre pressão, que buscam resultados, que não precisam dormir, sem problemas emocionais, inteligentes, que sabem se vestir, falar, ouvir, sentir, compreender e se fazer ser compreendidos, ágeis, com todo o tempo livre, abertos a mudanças, atualizados no conhecimento, ao mesmo tempo especialista e generalista, com visão sistêmica, adaptáveis, honestos e com perfil de liderança. Só isso!
Portanto, pare e reflita: Até que ponto a busca do conhecimento afeta você?


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