ARTIGOS

Material da Palestra CEAP

Segue material da palestra no CEAP em Macapá – AP

Palestra CEAP – AP


Principais artigos de Anderson Hernandes

Artigos de Anderson Hernandes (pdf)

Nesse link reuni uma coletânea com os principais artigos sobre o mercado contábil publicado por mim nos últimos meses.

Os temas falam sobre: marketing Contábil, perfil do contabilista, empresas contábeis dentre outros.


Cuidados ao abrir um escritório de contabilidade

* Anderson Hernandes

 

Com o mercado contábil aquecido, a valorização do profissional de contabilidade está em alta. Baseado nesse cenário, quais os cuidados ao abrir um escritório de contabilidade? Nesse artigo vou explanar alguns deles.

A profissão contábil sofreu mudanças que a tornaram hoje muito diferente do que dez anos atrás. Mesmo para profissionais que pretendem abrir um escritório de contabilidade para atender micro ou pequenas empresas, o perfil do contabilista adequado também mudou significativamente.

Falando especificamente de novos escritórios posicionados no mercado de micros e pequenas empresas, destaco o atual cenário desses empresários: aumento da responsabilidade técnica face às novas obrigações acessórias, nível de qualificação profissional exigido mais elevado, dificuldades de adotar a escrita contábil regular nos termos da legislação aplicável e problemas em adequar os clientes para atenderem critérios de controles financeiros necessários para suporte aos serviços contábeis. Tudo isso confronta diretamente com outra realidade: honorários relativamente baixos.

Como um novo escritório vai concorrer diretamente com um mercado já atendido por profissionais e empresas de contabilidade já atuantes há anos, existe o pressuposto que para formar uma carteira de clientes seja necessário adotarem uma estratégia de preço mais baixo do que o praticado pelo mercado. Além das questões éticas envolvidas, essa estratégia é arriscada, pois formar uma carteira de clientes que buscam preço e não diferenciais não é duradoura. No momento que a empresa contábil decidir readequar os honorários a realidade de mercado a maior parte desses clientes vão migrar para novos entrantes com estratégia semelhante.

Se todas as empresas contábeis exigissem de seus clientes o cumprimento da obrigatoriedade legal de adoção da escrituração contábil, com plena certeza haveria uma valorização profissional acentuada para todos e seriam necessários muitos mais profissionais para atender essa demanda. No entanto, isso não é o que pensam alguns profissionais e isso tem impactado num número elevado de empresas que encaram o contabilista como agente do fisco, cuidando apenas de aspectos tributários e fiscais e não como um profissional atuante na contabilidade. Aliás, se perguntarmos a essas empresas que não escrituram os livros contábeis obrigatórios, a maior parte dirá que tem serviços de contabilidade, quando na verdade desconhecem o que é na verdade a contabilidade.

Os profissionais entrantes nesse mercado tem que ter plena consciência de um fator importante: quer o cliente pague pouco ou muito pelos serviços ele vai cobrar por qualquer erro cometido pelo profissional ou por seus prepostos. Por isso, leve em conta o risco envolvido na hora de determinar o preço dos serviços. Nesse respeito o profissional poderia perguntar-se: Os honorários são compatíveis com os valores das multas por erros ou atrasos nas obrigações acessórias? Estou prevendo a necessidade de investir em melhorias contínuas em minha estrutura, consultoria de apoio técnico e qualificação permanente minha e da equipe?

Outro erro comum é o de atender todo o tipo de serviço ou cliente. Com isso forma-se uma carteira de clientes desalinhados ou pouco rentáveis para a empresa contábil. O profissional contábil precisa saber dizer não para serviços dessa natureza. Buscar uma especialização dos serviços aumenta o foco, o que diminui o mercado-comprador, mas também diminui a concorrência, podendo ser uma alternativa atraente para novas empresas contábeis.

Diante de tantos desafios para os novos profissionais da contabilidade, deixo um último conselho: cuidado em atuar sozinho no mercado. Ninguém é bom em tudo, o máximo que alguém sem foco de especialização consegue é tornar-se mediano, o que é um perigo profissional. Compor uma sociedade com alguns profissionais poderá permitir ter uma estrutura mínima necessária, troca de experiências, divisão de responsabilidades e foco na qualificação dos sócios, permitindo maior segurança na prestação de serviços.

Diante da importância desse assunto não posso dar por esgotado os conselhos pertinentes a ele, sendo que em breve publicarei novos artigos complementares.

 

* Anderson Hernandes é empresário contábil, palestrante e escritor especializado em mercado contábil. www.andersonhernandes.com.br


Sites de Contabilidade

Pesquisei mais de mil sites de contabilidade e sabe o que descobri?

96% tinha uma página de links

Comentário: Para que o seu cliente quer visitar um site para acessar links da Receita, Sefaz, etc???


8% estava fora do ar

Comentário: Precisa falar algo???


14% tinham fotos da cidade

Comentário: O objetivo é vender seus serviços ou divulgar a cidade???


1% levou mais de 2 minutos para carregar (página em flash)

Comentário – Você esperaria tanto tempo?

 

Site contábil pode trazer resultados para sua empresa desde que seja elaborado adequadamente ao seu mercado.

 


 


Contadores valorizam a vida pessoal, mas recrutadores não focam nisso

Leia também: http://www.andersonhernandes.com.br/2011/09/11/os-contabilistas-e-o-equilibrio-entre-vida-pessoal-e-profissional/

Pouco mais de um terço (34%) dos 650 contadores entrevistados pela consultoria de recrutamento Robert Walters disse que conseguir manter um equilíbrio entre vida pessoal e profissional é o que os deixa realizados no trabalho. Na sequência, contribuem com a felicidade profissional as oportunidades de crescimento na carreira (23%) e bons salários e bônus (17%).

 

Uma outra pesquisa, feita também pela Robert Walters com 100 profissionais de contratação, mostrou que os recrutadores não estão em sintonia com os candidatos a uma vaga na área de contabilidade. Durante os processos de seleção, 38% costumam focar suas atenções na venda da cultura organizacional aos candidatos, 23% afirmam mostrar as oportunidades de trabalhar em projetos desafiadores e apenas 13%  falam da possibilidade de manter um horário flexível de trabalho.

Quando questionados sobre as principais razões pelas quais os contadores buscam outros empregos, 37% dos gerentes de RH responderam “para ganhar salários maiores”, 35% afirmaram “para ter mais oportunidades de crescimento profissional” e só 14% responderam “para ter um equilíbrio melhor entre trabalho e lazer”.

A conclusão a que se chega é que, apesar do salário ainda ser relevante para os contadores – 58% deles esperam ter um aumento nos rendimentos nos próximos 12 meses -, esses profissionais também estão muito preocupados em ter horários flexíveis e conseguir equilibrar melhor o tempo dedicado ao escritório e às atividades de lazer.

 

(Fonte Adriana Fonseca | Valor)


Os contabilistas e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional

“ por Anderson Hernandes

 

A busca entre equilíbrio pessoal e profissional é um dos maiores desafios individuais. Qualquer pessoa, em qualquer profissão está sujeita a perder o equilíbrio entre vida pessoal e profissional em alguma fase da sua vida.

Para um grupo de profissionais, os contabilistas, esse equilíbrio tem se tornado um desafio ainda maior, quando se pensa na enorme carga de novas responsabilidades e exigências que esses profissionais acumularam nos últimos anos face às mudanças contábeis e fiscais para as empresas em que atuam.

Diante disso, é possível para o contabilista equilibrar adequadamente a vida profissional e pessoal? Sim é possível, mas nem sempre é uma tarefa fácil. Primeiramente, o profissional pode começar por estabelecer limites na sua rotina de trabalho e assumir responsabilidades que possam encaixar-se com sobra de tempo dentro dela. É claro que em alguns momentos será necessário que o profissional aumente a carga de trabalho em horas de dedicação extra, mas isso deve se restringir a momentos de picos de trabalho e não transformar definitivamente a sua rotina de trabalho.

Grande parte do trabalho que é executado em extenuantes horas extraordinárias ocorre porque não houve uma programação de execução de tarefas que priorize aquelas mais importantes e complexas para o início da rotina, onde normalmente o profissional tem melhor desempenho. Interrupções frequentes na jornada de trabalho para atendimento de telefonemas frequentes, reuniões desnecessárias, respostas de e-mails e intermináveis conversas em programas de comunicação instantânea tem um papel decisivo para determinar quantas horas extraordinárias serão necessárias ao profissional para atender a sua demanda de serviço. Assim, será prudente que o contabilista saiba limitar essas interrupções ao longo do dia.

Outro fator influenciador na rotina do profissional contábil é a necessidade frequente de atualização e acompanhamento das mudanças da legislação. Nesse respeito, muitos profissionais comentem o erro de não focar sua especialização em um, dois ou no máximo três áreas relevantes e assim diminuir em muito a necessidade de tantas atualizações. Buscar qualificação em todos os assuntos que a profissão contábil está relacionada gerará frustração pela impossibilidade de acompanhamento e incapacidade de ser referencia em alguns temas importantes ao profissional contábil da atualidade. Ainda que possamos ter uma visão generalista dos diversos temas correlacionados com a contabilidade, um contabilista não tem a obrigação de dominar todos eles.

Mas é possível equilibrar a vida profissional e pessoal? É possível ser bem sucedido em ambas? Por anos tenho confrontado as pessoas nas palestras que ministro com essas perguntas. O feedback recebido mostra que não raro, os profissionais tem enfrentado dificuldades nisso. Para os que estão plenamente focados na busca do sucesso profissional enfatizo que ele não compensa o fracasso pessoal. Lembro-me de uma cena com um cliente que passava por sérios problemas financeiros e que sempre se dedicou prioritariamente à empresa da família. Nesse momento difícil de sua vida profissional ele decidiu viajar com a família e ao chamar um dos filhos ouviu: “Pai, você me deixou de lado a vida inteira e agora que a empresa está quebrando você quer viajemos juntos? Agora é tarde”. As empresas, clientes, serviços que executamos e os problemas que temos a resolver sempre passarão, mas junto com isso passarão o tempo e momentos pessoais e familiares, portanto pense antes de perder esses momentos insubstituíveis que nunca mais se repetirão.

 

* Anderson Hernandes é empresário contábil, palestrante e escritor especializado em mercado contábil. www.andersonhernandes.com.br

 

 

 

 

 

 

1 Comment more...

Feedback da palestra

Com autorização da Raissa compartilho e feedback recebido da palestra em Rio Claro:


Boa noite Anderson!


Gostei muito da palestra de segunda feira na faculdade!

Para muitos, normalmente quando se fala em palestras, imaginamos algo maçante, parece que o tempo não passa nunca e que o palestrante falando não sabe de nada, mais muito pelo contrario, a sua foi INCRÍVEL!

Poderia ficar um dia inteiro escutando você falar!

Fiquei emocionada com a históra de seus filhos… Parabéns, você é um exemplo para todos nós!


Ainda estou no segundo semestre, e não sei ao certo se Administração seria o curso certo para mim, mais estou descobrindo, e apos a sua palestra, vou tentar seguir ao pé da letra todos os seus conselhos!

A faculdade acertou na escolha do palestrante!


Gostaria que você me mandasse o material utilizado na palestra, por favor!


Agradeço a atenção! Muito obrigada desde já!
Parabéns!


Abraços
….

Raíssa

———————————————

Obrigado Raissa,

 

Abraços,


Anderson Hernandes


1 Comment more...

Dados sobre adoção

Quer saber mais sobre a adoção?
Conheça o livro: A vida de um Pai Adotivo

O número de crianças aptas a serem adotadas chega a 4.856 em todo o Brasil. É o que mostra o último balanço do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) – do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O cadastro foi criado pelo Conselho em abril de 2008 para concentrar informações de todos os tribunais de justiça do país referentes ao número de pretendentes e crianças disponíveis para encontrar uma nova família, bem como acompanhar este tipo de procedimento judicial nas varas da infância e juventude espalhadas pelo Brasil. As informações, dessa forma, auxiliam os juízes na condução dos procedimentos de adoção.

Os dados são da última quarta-feira (31/08) e mostram um leve crescimento na quantidade de crianças que precisam de um novo lar, já que levantamento de julho apontou 4.760 crianças disponíveis para a adoção naquele mês. O número de pretendentes também apresentou leve aumento, segundo o cadastro: passou de 27.264 cadastrados em julho para 27.478 em agosto.

Política pública – Para a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, o cadastro é importante porque contribui para o desenvolvimento de uma política pública “inigualável”, que permite a adoção. De acordo ainda com os dados, das crianças e adolescentes aptas para adoção, 2.133 são do sexo feminino e 2.723 pertencem ao sexo masculino. O estado que mais concentra crianças e jovens é São Paulo, com 1.288 do total. Na sequência, estão o Rio Grande do Sul (792), Minas Gerais (573), Paraná (501) e Rio de Janeiro (369).

Das crianças e adolescentes inscritas no CNA, 3.749 têm irmãos. Desses, 112 têm irmão gêmeo. Quanto à raça, a maioria é parda (2.230). Em seguida, estão as crianças e adolescentes da cor branca (1.656), negra (907), amarela (35) e indígena (28).

Pretendentes – Conforme as informações do cadastro do CNJ, o perfil exigido pelos pretendentes continua a ser o grande entrave para a adoção dessas crianças. Dos interessados em adotar, apenas 585 declararam aceitar somente crianças da raça negra. Afirmaram aceitar somente crianças brancas 10.173 dos adotantes; e somente crianças da raça parda, 1.537. Aqueles que se manifestaram indiferentes à raça somam apenas 9.137. Os pretendentes também deixaram claro o desinteresse em adotar crianças com irmãos.
De acordo com o CNA, 22.702 inscritos manifestaram o desejo por apenas uma criança. O número de interessados em adotar até duas crianças cai para 4.461. Quanto ao perfil dos pretendentes, 6.704 têm filhos biológicos e outros 2.702 possuem filhos adotivos. A maior parte tem entre 41 a 51 anos de idade (10.654 do total). Também, de acordo com o CNA, a maior parte dos interessados tem renda de três a cinco salários mínimos (6.583).

Fonte Magister


22ª Convenção dos Contabilistas – SP

Semana passada tivemos a Convenção dos Contabilistas de SP e vou compartilhar algumas informações importantes para os colegas:

 

EMPRESAS SIMPLES NACIONAL

Cuidado se você tem clientes Simples Nacional com problemas de sonegação fiscal, em breve serão a bola da vez. Portanto, oriente e documente-se para não ser prejudicado.

 

NOVAS ARMAS DO FISCO

Cartão de Crédito X Faturamento

Inteligência reversa

 

PROCURAÇÃO DIGITAL

Sempre deixar que o cliente assine digitalmente as obrigações em conjunto com o contabilista.

 

NOVAS TECNOLOGIAS

Novas tecnologias utilizadas por empresas contábeis:

- Virtualização

- PABX IP

- Redundância de internet

- Armazenamento nas nuvens

- Auditoria de conteúdo

 

MÉTODOS DE TRABALHO

- Departamentalizado

- Células

- Híbrido

 

CONTROLE DE QUALIDADE

Temos de definir claramente:

- O que fazemos

- O que não fazemos

- Quanto cobramos

- O que cobramos

 

HONORÁRIOS CONTÁBEIS

Mensurar corretamente a relação:

CU$TO$

      X

  RI$CO

 

Número de profissionais contábeis do Brasil:

495 mil – Contabilistas

76 mil – Escritórios Contábeis

1 Comment more...

Estratégia para Escritório de Contabilidade

Esse vídeo de quatro minutos dá algumas dicas para empresas de contabilidade formarem estratégias de mercado alvo, definindo perfil de clientes e outros fatores importantes.

 


15 dicas para seu site de contabilidade

* Anderson Hernandes

 

Quanto mais tempo dedico analisando sites de empresas contábeis, estou mais convicto de uma realidade: A maior parte dos sites de contabilidade não proporcionará nenhum resultado na prospecção de clientes para a empresa contábil. O que é ainda pior nesse respeito é que a maior parte desses sites foram desenvolvidos por empresas que se auto intitulam especializadas em sites para o mercado contábil.

Indo direto ao ponto, vou deixar 15 dicas para sites de contabilidade:

  1. Esqueça efeitos em flash.
  2. Por favor, não coloque música no site.
  3. Fotos da cidade não tem o menor sentido, você busca institucionalizar a sua empresa ou a sua cidade?
  4.  Apague imediatamente a sua página de links.
  5. Hospede os artigos do site no próprio domínio e não apenas um link para outro site.
  6. Tenha sempre conteúdo (vídeos, artigos, podcasting) novo e relevante para seu público alvo.
  7. Utilize o Google Analytics para monitorar os acessos ao site.
  8.  Aprenda a investir corretamente no Adwords, a maioria está jogando dinheiro fora.
  9. Certifique-se que o site atendam as estratégias de SEO (Search Engine Optimization).
  10. Se você não entendeu as dicas 7, 8 e 9 comece a chorar.
  11. Esteja nas redes sociais, especialmente Twitter, Facebook e Linkedin.
  12. Apague a página de missão e visão, afinal ninguém está interessado nisso.
  13. Cuidado com página de formulários ou você conhece alguém que gosta de preencher?
  14. Tenha um site simples sem ser simplório.
  15. Leia meu livro de Marketing Contábil ele poderá ajudar a sua empresa contábil a vender seus serviços.


* Anderson Hernandes é empresário contábil, escritor, palestrante de diversas entidades de classe contábeis, incluindo CFC e CRC com excelente índice de aprovação e especialista mercado contábil. Autor de cinco livros dentre eles Marketing Contábil – Estratégias de Marketing para Empresas Contábeis www.andersonhernandes.com.br e Twitter: @anderson_her


Mercado Contábil

No meu site pessoal você tem acesso a mais de 150 artigos que publiquei, a maioria voltada aos temas: Mercado Contábil, Marketing Contábil e Perfil do Profissional Contábil.

Entrevistas em vídeos, respostas a várias perguntas, orientações a TCCs de estudantes de contabilidade são algumas das matérias que você encontrará.

Conheça o livro:

Marketing contábil – Estratégias de marketing para empresas de contabilidade


O mercado de luxo e os cuidados com o fisco

 * por Anderson Hernandes

 

O mercado de luxo está entre os segmentos com maior potencial de crescimento nos próximos anos e a sua visibilidade para a sociedade e consequentemente para o fisco aumenta a cada dia. Isso se tornou evidente em diversas ocasiões onde operações fiscalizatórias do fisco, realizadas com acompanhamento de grande aparato policial, tiveram ampla repercussão na mídia.

Mas, qual é o objetivo do fisco em ostentar ações dessa natureza, mesmo que desnecessárias ou até mesmo infundadas?

Um dos motivos está diretamente ligado à cultura do nosso país. Muitos veem o luxo como contraditório num país de tamanha desigualdade social, relacionando muitas vezes a compra desses bens com ostentação desnecessária, supérflua e contraproducente. Ao instaurar ações fiscalizatórias dessa natureza, com ampla repercussão noticiosa, o fisco reafirma esse conceito, granjeando credibilidade de classes mais desfavorecidas economicamente.

Outro fator está ligado à repercussão do fato, afinal é notório que uma ação envolvendo empresas ligadas ao luxo terá efeito moral sobre a classe empresária muito maior do que teria uma mesma ação ocorrida com um desconhecido pequeno comerciante. A realidade, portanto, é que uma empresa, por atuar no mercado de luxo, está mais exposta a ações do fisco.

Mas as empresas podem tomar alguns cuidados conforme apresento a seguir:

Cuidado com a imagem da empresa – Qualquer empresa, independente do mercado que atue, tem que preservar a sua imagem. No âmbito do mercado de luxo, a imagem tem uma importância ainda maior, afinal as marcas de luxo relevam ao status e sucesso. Deste modo, o cuidado dever ser redobrado, pois qualquer dano a essa imagem poderá gerar problemas irreparáveis a empresa.

Cuidados com a vinculação direta do nome dos sócios com a empresa – Ter o nome ou sobrenome dos sócios vinculados diretamente ao nome da empresa pode representar benefícios estratégicos, mas do ponto de vista fiscal, cria uma relação direta da empresa a eles, e numa eventual ação fiscalizatória os danos da imagem pessoal dos seus dirigentes poderá ser afetada diretamente.

Utilize filtros legais de proteção jurídica – Ao invés dos sócios terem uma participação direta nas quotas da sociedade, recomendo utilizar empresas de participação, desde que legalmente constituídas. Isso evita vinculação direta aos sócios.

Cuidado com o cruzamento de informações do fisco – O fisco brasileiro é referencia mundial no cruzamento de informações eficazes na detecção de irregularidades, incluindo controle de importações, movimentações financeiras, contábeis e fiscais dentre muitos outros. Grande parte das autuações ocorre por erros por parte do contribuinte. Deste modo, manter o controle rígido permitirá a empresa se proteger contra ações fiscalizatórias.

Estabeleça estratégias conjuntas – Ao definir estratégias tributárias utilize equipes multidisciplinares incluindo tributaristas, financistas e contabilistas de modo que elas sejam viáveis nos principais aspectos legais e operacionais. Não raro nos deparamos com estratégias complexas feitas por tributaristas, porém inaplicáveis no aspecto contábil.

Revise sempre as informações transmitidas ao fisco – Mesmo depois de transmitidos ao fisco os dados poderão ser retificados antes de iniciado processo fiscalizatório, caso as empresas concluam que tenham ocorridos erros. Portanto antecipe-se e revise as informações contábeis e fiscais evitando.

Com plena certeza, esses cuidados protegerão a empresa de operações fiscalizatórias repercussivas e que poderiam prejudicar diretamente a imagem dela e de seus dirigentes.

 

 

* Anderson Hernandes é diretor da Tactus Outsourcing e Consultoria Contábil e Tributária, escritor, palestrante e especializado no mercado contábil. www.tactus.com.br

 

 

 

 

 

 


Como a segmentação do mercado contábil afeta a sua empresa?

* Anderson Hernandes

 

O mercado contábil sempre foi característico pela sua amplitude de opções de atuação e nos últimos anos isso se tornou ainda mais amplo. São tantas as possibilidades de atuação para uma empresa contábil, que se não houver segmentação de mercado, dificilmente ela será bem sucedida. Existem diferentes formas de estratificar o mercado, o que impede esgotar o assunto em único artigo, porém considero a segmentação por porte da empresa-cliente como o principio de qualquer estratégia neste respeito.

Baseado na classificação das empresas pelo seu porte, nesse artigo descreverei cada uma delas pela na receita operacional bruta anual como segue.

 

Microempresas – Receita de até 2,4 milhões de reais

Mercado formado principalmente por empresas do Simples Nacional, com número de funcionários pequeno ou inexistente. Em geral o atendimento é prestado diretamente para o proprietário da empresa e o enfoque de atendimento está na área fiscal. Dificilmente a empresa utilizará relatórios contábeis para gerenciamento, sendo que eles atenderão especialmente o fisco. Nesse mercado valoriza-se mais o preço como diferencial e o contabilista não é visto como um profissional influente na estratégia da empresa. O segmento é característico de baixa fidelização de clientes e alto índice de inadimplência.

 

Pequenas Empresas – Receita de 2,4 a 16 milhões de reais

A limitação do faturamento impede que essas empresas se enquadrem como Simples Nacional e, portanto, a maior parte delas se enquadrará no regime de Lucro Presumido. Normalmente são empresas mais estruturadas e muitas dessas empresas já utilizam um sistema ERP modesto. Apesar de a atuação do contabilista ser mais relevante que nas microempresas, ainda não é expressiva. Os relatórios contábeis gerenciais são mais valorizados, mas a periodicidade dos balancetes normalmente se restringe a elaboração trimestral ou semestral. Com a futura obrigatoriedade do Sped Contábil para essas empresas, haverá uma valorização maior dos serviços contábeis. Nesse mercado as empresas buscam alternativas de redução tributária, mas o seu porte não permite tantas possibilidades de planejamento tributário.

 

Médias Empresas – Receita de 16 a 90 milhões de reais

Aqui temos um grupo de empresas, formada na sua maioria por indústrias ou atacadistas, o que permite maiores possibilidades de atuação por parte da empresa contábil. Domínio da tributação do lucro real e consequentemente contabilidade tributária é obrigatório para atuar nesse mercado. A contabilidade de custos e relatórios gerenciais também são exigências para aqueles que buscam prestar um assessoramento adequado a esses clientes. Apesar de encontrarmos a contabilidade internada em muitas dessas empresas, especialmente as industriais, há uma busca acentuada pelo outsourcing com alocação de profissionais no cliente, com objetivo primário de alcançar eficácia operacional, amplitude de conhecimento e responsabilidade técnica oferecida por empresas contábeis especializadas. Para atender esse mercado é imprescindível que a empresa contábil tenha estrutura e profissionais qualificados, o que torna seus custos maiores do que os segmentos descritos anteriormente, portanto é um mercado restrito a empresas contábeis de médio porte. Para as empresas que migraram do atendimento aos dois mercados anteriores o processo de adequação não é tão simples de alcançar.

 

Média-grande empresa – Receita de 90 a 300 milhões de reais

Nesse segmento a atuação é muito restrita e quando terceirizada, está nas mãos de grandes empresas de outsourcing. Muitas vezes, a empresa terceirizada atua em conjunto com funcionários da própria empresa. No âmbito de sistemas, essas empresas utilizam normalmente ERPs de presença internacional, exigindo que os profissionais terceirizados tenham conhecimento na utilização destes e as empresas contábeis normalmente utilizam sistemas auxiliares para atendimento as obrigações acessórias. Além disso, a complexidade das movimentações contábeis e fiscais é maior, envolvendo participações em diversas empresas, algumas estrangeiras onde um erro interpretativo de lançamento pode gerar grandes prejuízos tributários. As grandes empresas de outsourcing contábil possuem estrutura e equipe ampla para atendimento as diversas especializações contábeis necessárias, o que inclui o IFRS, e por isso detém a maior parte desse mercado.

 

Grandes empresas – Receita acima de 300 milhões de reais

Nesse caso temos um mercado altamente restrito, que reúne grandes equipes de profissionais para atender a todas as necessidades fiscais e contábeis dessas empresas. Assim como o mercado anterior, poucas empresas de outsourcing contábil estão capacitadas para atender as necessidades dessas empresas. Nesse mercado, a maior parte das empresas possuem equipes internadas de profissionais em áreas correlatas a área contábil, atuando em conjunto com os profissionais alocados, quando existirem. Somente um departamento contábil e fiscal de uma empresa de grande porte envolve um número de profissionais maior que a maior parte das empresas contábeis espalhadas pelo Brasil. Num mercado onde um erro pode representar custos altíssimos, apenas um número limitado de empresas contábeis se aventuram a atenderem esse mercado.

Nesse artigo destaquei apenas uma das possíveis estratégias de segmentação para atendimento ao mercado de serviços contábeis. Cabe ressaltar que uma empresa contábil dificilmente será bem sucedida atuando em dois segmentos diferentes, visto que as necessidades entre as empresas são completamente distintas em conformidade com o porte dela. Quanto maior o porte, maior a capacidade de atendimento e estrutura necessária, assim como maior o faturamento concentrado por cliente. Empresas maiores exigem um grau de personalização diferenciada, profissionais mais qualificados e preparados para atender os complexos procedimentos contábeis, fiscais e tributários.  Para empresas que atendem as microempresas, oferecer um alto grau de personalização pode aumentar a fidelidade, mas dificilmente os clientes estarão dispostos a arcar com os custos adicionais relacionados com essa estratégia.

A escolha de um mercado alvo para uma empresa contábil não é uma decisão simples, mas tem um grau de importância fundamental para o sucesso dela. Deste modo, avaliar adequadamente as oportunidades e desafios de cada mercado, estabelecendo estratégias de marketing contábil acertadas é um dos principais desafios na gestão para empresas contábeis da atualidade.

 

* Anderson Hernandes é empresário contábil, escritor, palestrante de diversas entidades de classe contábeis, incluindo CFC e CRC com excelente índice de aprovação e especialista mercado contábil. Autor de cinco livros dentre eles Marketing Contábil – Estratégias de Marketing para Empresas Contábeis www.andersonhernandes.com.br e Twitter: @anderson_her


Avaliação do CFC sobre Exame de Suficiencia

Dias atrás publiquei um artigo que tratava sobre o perfil do profissional contábil adequado as necessidades de mercado e o resultado fraco da primeira edição do exame de suficiencia. 

O comentário a seguir, feito pelo presidente do CFC, ratifica meu artigo. Consulte o artigo [AQUI]

Os bacharéis em Ciências Contábeis e os Técnicos em Contabilidade que ainda não possuem registro profissional em CRC (Conselho Regional de Contabilidade) já podem se inscrever para a segunda edição do Exame de Suficiência de 2011. As provas acontecerão em todo o Brasil no dia 25 de setembro de 2011. Em entrevista ao CRC SP Online, o presidente do CFC (Conselho Federal de Contabilidade) Juarez Domingues Carneiro espera que o desempenho dos futuros profissionais seja melhor em relação ao que foi apresentado no primeiro Exame, que ocorreu em 27 de março de 2011, quando menos da metade dos candidatos, em todo o País, conseguiram aprovação.

Qual a sua avaliação sobre o primeiro Exame de Suficiência?
Infelizmente, a avaliação refletiu uma realidade dura e cruel, mas que deve ser encarada de frente. Na maioria dos casos, as instituições de ensino superior não estão formando pessoas com o mínimo de conhecimento necessário para exercer a profissão contábil. Esse cenário deve servir de alerta, uma vez que o Brasil possui mais de 1.200 instituições de ensino superior voltadas para a Contabilidade. Isso mostra que houve uma proliferação muito grande desses cursos. O Exame de Suficiência surgiu para mostrar que devemos nos preocupar muito em avaliar o modelo de ensino no País, revendo, primeiramente, as disciplinas e preparando melhor o corpo docente. 

Como o senhor analisa o processo de desenvolvimento da Contabilidade?
As mudanças na área começaram a ocorrer muito rapidamente e foram aceleradas devido ao processo de convergência das normas aos padrões internacionais. Hoje, há uma preocupação muito grande por parte das empresas e organizações, independentemente do porte, com a área contábil. Todos sabem que se as informações da Contabilidade não forem trabalhadas de uma maneira séria, correta e transparente, haverá problemas futuros. 

Como o Exame vem sendo recebido pelos profissionais da área?
Hoje, já existe uma preocupação crescente por parte das instituições quanto à qualidade de ensino, uma vez que a ausência das avaliações deixava tudo muito “livre”. Temos faculdades e cursos técnicos com excelente qualidade, mas algumas não estão no mesmo patamar. Acredito que o Exame de Suficiência é importante para que essas instituições saibam quando é necessário investir em treinamento, atualização e um quadro de professores mais qualificados, por exemplo. 

O Exame de Suficiência trouxe valorização para a categoria?
Na primeira etapa do Exame de Suficiência, de 2000 a 2005, houve grande aceitação por parte dos Contabilistas. De um modo geral, a avaliação é bem vista pela classe. Temos observado maior preocupação por parte dos estudantes e eles mesmos veem a prova como uma forma de valorizar mais ainda a Contabilidade. E quanto mais valorizada estiver a profissão, consequentemente mais demanda de trabalho haverá para os profissionais. 

A sociedade brasileira está vendo o Contabilista de uma maneira diferente?
Sem dúvida. Hoje, há bem mais credibilidade nos Contabilistas, não somente da parte da sociedade, mas também das instituições de ensino, das empresas da iniciativa privada, do poder público. Devido ao fato do mundo estar enxergando a profissão de uma maneira diferente, é necessário que todos os profissionais da Contabilidade analisem com cuidado esse novo cenário, procurando se adequar da melhor maneira e o mais rápido possível. Aqueles que não tiverem esse conceito, que não analisarem a profissão com a grandeza que ela tem, estarão fora do mercado de trabalho, já que a classe começa a contar com profissionais bem preparados e qualificados.


Copyright © 1996-2010 . All rights reserved.
Anderson por andersonhernandes.com.br