ANDERSON HERNANDES – Palestrante e Escritor de Marketing

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O Silencio pode dizer mais do que palavras…

O Silencio pode dizer mais do que palavras…

Hoje pensei no silencio e tudo o que ele pode significar… E descobri que o silencio pode ter diferentes formas e significados.

Podemos ficar em silencio no momento em que precisaríamos falar e falar na melhor oportunidade em que poderíamos ficar em silencio.

Às vezes o silencio é necessário, pois através dele temos um momento único, capaz de nos fazer refletir e nos ajudar a tomar grandes decisões.

O silencio pode servir de proteção, podendo esconder emoções ou palavras, gerar dúvidas e até tornar as pessoas em nossa volta confusas.

Alguns até mesmo usam o silencio para punir, e quem nunca se sentiu punido devido a um prolongado silencio?

Alguns vivem em eterno silencio, onde quase nunca expressam suas emoções ou falam sobre si mesmas e suas inquietudes, tornando-se simplesmente misteriosas.

O silencio pode ser tão profundo quanto superficial, podendo ter tanto um enorme significado quanto quase nenhum, podendo representar algo tão importante ou simplesmente nada e podendo surgir motivado por diferentes situações ou completamente sem qualquer motivo.

Viver uma vida de silencio pode nos colocar num mundo privado, só nosso, nos privar de qualquer amizade por estabelecer barreiras quase intransponíveis e nos apartar até mesmo daqueles que nos amam.

Entender alguém em silencio nos exige maior capacidade analítica, pois avaliar uma pessoa em palavras é fácil quando comparado com a compreensão dos motivos do silencio.

Existem momentos na nossa vida que o silencio é tudo que queríamos. Nesses momentos a simples oportunidade de deitar-se numa grama e ouvir o silencio das arvores e dos pássaros pode ser uma experiência única.

As vezes o silencio pode significar expressar em frases escritas aquilo que não seriamos capazes de expressar pessoalmente.

O silencio sempre representará a ausência total de palavras, mas existem momentos de silêncios podem dizer muito mais do que palavras.

Expressar em frases o significado daquela que parece ser uma simples palavra, pode ser tão complexo quanto entendê-la. Mas depois de pensar em tudo isso, tenho de admitir que eu mereço mesmo alguns minutos de silencio.

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Saudades que sinto

Quando era criança, como todas as crianças que conhecia, queria ser gente grande, sonhava com o casamento, minha casa e até meus filhos. Sonhava também em viver no mundo dos Jatsons, com uma vida tecnológica. Hoje olho para minha vida vejo que conquistei tudo o que queria, mas sinto saudades do tempo em que era criança.

Confesso que outro dia desejei ficar um dia todo sozinho longe dos meus filhos, pois me sentia  cansado, cansado de dar tanta atenção, de ter que brincar tanto e de ouvir tanto barulho. Com um pouco de esforço consegui um dia de paz e descanso, mas nesse momento percebi que senti saudades, saudades do barulho, de dar atenção e saudades dos meus filhos.

Às vezes sinto saudades de coisas que tive e fiz e hoje não posso mais. Coisas do tempo em que era criança, de quando era solteiro e de quando já era casado, mas o engraçado é que percebi que também sinto saudades de coisas que nunca tive e nunca pude fazer, como se as tivesse tido e feito.

As pessoas que perdemos são uma capitulo a parte da saudade, não importa se passamos a vida inteira ao lado de uma pessoa e ou se foi apenas alguns dias. Podemos ter conhecido alguém há anos ou há poucos dias e simplesmente podemos sentir saudades irreprimíveis.

Algumas perdas nos deixam saudades. Podemos perder aquilo que nunca imaginávamos ou aquilo que já esperávamos e ainda assim, nunca aceitar. Se não podemos aceitar as perdas da vida, apenas nos cabe entender que elas fazem parte da vida.

O tempo vai passando e sinto saudades de quando era mais jovem, lembrando de quando tinha mais disposição, mais força física e até mais cabelo. Hoje tudo isso só deixou lembranças e saudades, mas o tempo não pára e sei que um dia vou me lembrar dos dias de hoje e pensar que tinha mais cabelo, disposição, força física e ainda por cima vou pensar como eu era jovem.

A saudade pode ser amiga e inimiga, machucar ou curar, às vezes é coerente e outras totalmente incoerente, alegre e triste, muito triste, constrói e destrói, mas apesar de tudo, a única certeza que tenho, é que a minha vida não seria a mesma se eu não sentisse mais saudades.

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Não quero…

Não quero ser sempre ouvido, mas não me ignore.

Não quero ser sempre lembrado, mas, por favor, não me esqueça.

Não quero que façam tudo por mim, mas que façam pelo menos o mínimo.

Não quero que sintam pena de mim, mas que aceitem que também sofro.

Não quero atenção exclusiva, mas alguém que se interesse um pouco mais por mim.

Não quero que me achem insubstituível, mas que pelo menos digam que sentiram minha falta.

Não quero que leiam tudo que escrevo, mas que pelo menos saibam que escrevo algo.

Não quero que chorem por mim, mas que entendam que tenho sentimentos.

Não quero que me abrace o tempo todo, mas que saibam o que um abraço significa para mim.

Não quero que me dê carinho sempre, mas, por favor, não me despreze.

Não quero que me ofereça muito, mas que pelo menos ofereça o mínimo necessário para ser feliz.

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São apenas momentos…

São apenas momentos…

Toda uma vida é construída pela soma de pequenos momentos, talvez por isso o segredo para ser feliz seja saber aproveitar os melhores momentos da vida.

Existem momentos que marcam, às vezes de modo positivo e outros negativos, fazendo-nos recordar o que queremos esquecer ou registrando para sempre aquilo que não nunca deve ser esquecido.

Momentos são assim, às vezes são rápidos e outras vezes demoram tanto para passar que nem parecem momentos, podem ser simples ou inteiramente complexos, podemos esperar uma vida inteira por ele ou simplesmente surgirem inesperadamente.

Alguns momentos resumem-se a pequenos gestos, algumas palavras, um rápido sorriso, e existem momentos que para alguns podem não ter significado nenhum, enquanto a outros podem ser simplesmente marcantes.

Podemos estar no momento certo ou no errado, significando entre a vida ou até mesmo a fatalidade, derivando da alegria de escapar por um pequeno momento ou até perder tudo pelo mesmo simples momento.

O momento não tem volta, portanto se o deixarmos passar, ele simplesmente se foi, acabou, perdeu-se, restando esperar por outro momento que talvez em nenhum outro momento surja novamente.

O rumo de uma vida toda pode ser decidido e alterado por uma simples decisão de momento, mesmo que nem sequer tenhamos um momento para pensar nisso.

Existem momentos que estamos tristes e outros que estamos alegres, momentos que queremos falar e outros que simplesmente ficamos calados, momentos que ouvimos e outros que nem damos ouvidos, momentos que choramos de tristeza e outros que choramos de alegria, enfim, se pensarmos por um momento compreenderemos que existem momentos para tudo.

Às vezes tudo o que queremos é um momento para nós mesmos, mas como parece difícil achar o momento certo para isso, como se simplesmente não tivéssemos direito a um momento único e nosso.

Momentos podem ser momentâneos ou eternos, podem ser importantes e significantes ou sem qualquer importância ou significância, podem marcar ou ser esquecidos, ser bons ou ruins, e pensando bem, podem ter tantos significados diferentes que é impossível descrever tudo o que é um momento, apenas nesse momento.

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O que pode acontecer em 15 anos?

jefferson15 anos

Esse poema foi escrito pelo meu amado irmão Jefferson em comemoração aos meus 15 anos profissionais.

Agradeço de coração a ele e compartilho com meus queridos leitores essas lindas palavras.

O que pode acontecer em 15 anos?

Podem acontecer muitas coisas,

outras podem deixar de acontecer.

Há pouco mais de 15 anos nasceu uma menina,

que com uma pinta na testa tornou-se uma linda moça.

Há 13 anos resolvi largar a mamadeira,

e há 12 comecei a trabalhar.

Há 5 anos, como num piscar de olhos,

perdemos aquele a quem mais admirávamos,

A referência em nossa família,

aquele que tanto nos ensinou,

Pessoa de caráter incomum,

nosso amado pai,

que hoje só nos resta uma enorme saudade.

Como se fosse ironia da vida

há 4 anos após uma ligação de tão longe,

franzinamente aparece uma pequena pessoa,

tão pequena que dava até medo de segura-la no colo,

mas que hoje, docemente com nome de Giovanna,

tanto preenche nossas vidas.

Como que se fosse pouco,

apareceram mais alegrias

Só que dessa vez em dose dupla,

Primeiro um pequeno menino,

Que de tão envergonhado,

Mal conseguíamos avistar seu rosto.

Menino este que de trakinagem em trakinagem,

e com um lindo sorriso,

Enche nossas vidas de alegrias.

Branca quanto este papel,

Apareceu uma linda e sorridente menina,

Menina que consegue encantar a todos com um simples olhar,

Surpreendendo a todos com seu charme e carisma,

Como que completando o vazio em nossas vidas.

Quinze anos pode parecer pouco,

mas pode ser uma eternidade,

Afinal, quanta coisa pode acontecer!

Quinze anos pode fazer um jovem rapaz,

que até a pouco tempo,

brincava de lutinha com teu irmão,

arriliava tua irmã, e tomava palmadas da mamãe.

Mas como que instantaneamente,

tornou-se um grande homem.

Mais que isso, um lindo homem,

Não somente por seus olhos verdes,

Mas principalmente pelo seu caráter,

Imenso coração.

Homem que teve que aprender a vender,

Vender saco de lixo,

Vender gravatas,

Vender lingerie.

Aprendeu a costurar, a fazer shampoo e perfumes

aprendeu até mesmo a matar frango!

Resolveu ser empresário,

escritor, professor e palestrante,

Teve de aprender a ser pai,

Tem que ser irmão, marido, tio, amigo e um bom filho.

Como se não bastasse,

Ainda tenta ser conselheiro, psicólogo, arquiteto,

pedreiro, eletricista e mesmo com um baita de pé chato,

Ousa ser jogador de basquete.

E esse é Anderson Hernandes,

Grande pai, marido, tio, amigo, chefe

E um grande irmão!

Pessoa que tanto admiro e quem,

Destinos essas singelas palavras,

Sem rima nenhuma, mas de coração!

De teu amado irmão…

Jefferson Hernandes

18/12/2009

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Eu queria…

Eu queria me sentir cuidado, não simplesmente pela obrigação imposta, mas pelo amor e consideração.

Eu queria me sentir mais amado, amado pelo que sou, pelo que deixei de ser e pelo que ainda posso ser.

Eu queria me sentir desejado, pois o desejo aquece tudo, valoriza o ego e nos motiva a querer ainda mais.

Eu queria me sentir compreendido, não em grandes coisas ou em assuntos complexos, mas em pequenos gestos e mesmo em sentimentos sem tanta importância.

Eu queria não se lembrar das pequenas coisas, só queria olhar para elas e nunca ter de pensar por que elas parecem tão difíceis.

Eu queria ser admirado, não em grandes frases ou palavras, mas no olhar, como que simplesmente enxergando um brilho diferente nem fosse por alguns momentos.

Eu queria ter prioridade, mesmo que não fosse sempre, mas que pelo menos fosse maior do que coisas quase insignificantes.

Eu queria mais interesse genuíno, não por tudo, mas pelo que gosto de ler, de assistir e de fazer, nem que seja simplesmente para compartilhar aquilo que pode parecer sem importância.

Eu queria ser elogiado, sem exageros ou falsidade, mas pelos pequenos gestos e coisas, e em momentos simplesmente inesperados.

Eu queria sentir confiança, confiança de poder dizer o que sinto e penso, sem ser julgado e poder dizer frases que não seriam erroneamente interpretadas.

Eu queria poder dizer o que não gosto, sem que isso signifique que eu tenha rejeitado o todo só porque não gosto de uma pequena parte.

Eu queria não precisar dar indiretas, nunca usar metáforas e nem tampouco ter de dizer a outros, o que nem precisaria dizer diretamente.

Eu queria só ter uma coisa em comum, o empenho e a determinação e poder ter a certeza que quando não se alcança um objetivo, simplesmente foi porque não era possível.

Enfim, depois de escrever e reler tudo o que queria, me sinto ainda pior do que quando comecei a escrever e a pensar, pois percebo que o real problema sou eu, pois na verdade sou eu que queria demais, muito mais que poderia querer.

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Quem me dera…

Quem me dera fugir da tristeza e viver em constante alegria, desfrutar do companheirismo e esquecer a solidão.

Quem me dera que os jovens fossem compreensíveis e que os filhos só trouxessem alegrias sem nunca desapontar.

Quem me dera que não existisse dinheiro, que tudo fosse de todos e que não houvesse diferenças exceto os gostos de cada um.

Quem me dera que as pessoas deixassem de ser tão complicadas, que todos fossem acessíveis e não houvesse defeitos.

Quem me dera a morte não existisse, a velhice acabasse e a doença sumisse do mapa.

Quem me dera se pudesse trabalhar menos e viver mais, o tempo não passasse tão rápido, o stress não tivesse sido descoberto e o urgente nunca sobressaísse sobre o importante.

Quem me dera se eu pudesse fazer somente o que gosto, que a obrigação significasse paixão e a satisfação fosse uma sensação dominante.

Quem me dera nunca tivesse pesadelo, mas pudesse realizar meus sonhos e esquecer que um dia era incapaz de lembrá-los.

Quem me dera ter de volta todos que perdi, desde meu cachorro até meu pai, rever amigos que já esqueci e apagar da memória que o dia em que os perdi.

Quem me dera olhar o passado e ver que só acertei, que todas as decisões foram um sucesso, e que o fracasso nunca existiu.

Quem me dera apagar os traumas de infância, os insultos que levei e as bobagens que falei.

Em fim, seria tudo isso um mundo perfeito, um sonho distante ou somente parte da minha imaginação? Não importa, pois o que me importa mesmo é quem me dera que fosse assim.

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O verdadeiro amigo

O verdadeiro amigo é aquele que ouve mesmo quando não sabe o que dizer.

É aquele que simplesmente está lá, sempre que precisar dele.

É aquele que oferece o ombro quando você chora.

É aquele que repreende quando necessário e elogia quando tem oportunidade.

É aquele que é sábio suficiente para ter todas as respostas e ainda assim não responder a todas as perguntas.

É aquele que sabe discernir o momento certo de se ouvir e nestes momentos ouve, ouve e ouve, compreendendo que o que se precisa é apenas dar ouvidos.

É uma mistura do raro com o precioso, e é algo que muito se quer, mas pouco se acha.

É aquele que sabe compreender apenas pelo olhar, sente apenas pelo toque e discerne apenas pela voz.

É aquele que não esconde verdades que devem ser ditas, mas é capaz de dizê-las como nenhum outro o poderia.

É aquele que se renega aos seus próprios sentimentos em prol dos do amigo, e é capaz de rir mesmo quando só tem motivos para chorar.

E enquanto os colegas só desenvolvem um apego superficial o verdadeiro amigo é aquele que é capaz de se apegar mais do que tudo.

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As diferenças entre adultos e crianças

Onde todos só vêem um jardim, uma criança vê uma joaninha e admiram-se com sua beleza.

Não importa o quanto um adulto se arrume para uma festa, porque é uma criança que chamará a atenção de todos.

O adulto pode comer algo que não deseja, evitando constranger outros, mas a criança só aceita algo que realmente goste.

O adulto estabelece critérios sobre os outros com base nas marcas e nas roupas que usam, mas a criança avalia pelo sorriso.

O adulto se deprime, a criança se entristece.

O adulto se ira, a criança fica nervosa.

O adulto odeia, a criança deixa de gostar.

O adulto desiste, a criança nunca.

O adulto evita chorar, e a criança não.

O adulto guarda rancor, a criança esquece.

O adulto agride, a criança é agredida.

O adulto fica surpreso, a criança surpreende.

O adulto sorri, a criança dá risada.

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Consequências

Muitos reclamam do emprego, mas esquecem de investir na sua empregabilidade.

Muitos reclamam do casamento, mas pouco fizeram pela sua relação.

Muitos reclamam dos filhos, mas falharam na educação e criação.

Muitos reclamam que não tem dinheiro, mas simplesmente gastaram tudo que tinham.

Muitos reclamam que não tem sorte na vida, mas perderam todas as oportunidades que a vida lhe ofereceu.

Muitos reclamam que ninguém os entendem, mas esqueceram que o princípio de ser entendido é aprender a entender.

Muitos reclamam que não tem tempo, quando na verdade não sabem usá-lo.

Muitos reclamam que são infelizes, mas não são capazes de fazer alguém feliz.

Muitos reclamam que estão doentes, mas deixaram a saúde de lado quando estavam ainda a tinham.

Muitos reclamam que se sentem sozinhos, mas deixaram de procurar companhia.

Muitos reclamam que perderam tudo, mas esqueceram que também arriscaram tudo.

Muitos reclamam dos seus problemas, mas não sabem que o problema de verdade está dentre deles.

Muitos reclamam que nada dá certo, mas não enxergam que de tão negativos que são nada pode dar certo para eles.

Enfim, a verdade é que pouco adianta reclamar, pois quase tudo em nossa vida hoje é apenas consequência das escolhas que um dia fizemos no passado.


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