Vida e Cotidiano

Consequências

Muitos reclamam do emprego, mas esquecem de investir na sua empregabilidade.

Muitos reclamam do casamento, mas pouco fizeram pela sua relação.

Muitos reclamam dos filhos, mas falharam na educação e criação.

Muitos reclamam que não tem dinheiro, mas simplesmente gastaram tudo que tinham.

Muitos reclamam que não tem sorte na vida, mas perderam todas as oportunidades que a vida lhe ofereceu.

Muitos reclamam que ninguém os entendem, mas esqueceram que o princípio de ser entendido é aprender a entender.

Muitos reclamam que não tem tempo, quando na verdade não sabem usá-lo.

Muitos reclamam que são infelizes, mas não são capazes de fazer alguém feliz.

Muitos reclamam que estão doentes, mas deixaram a saúde de lado quando estavam ainda a tinham.

Muitos reclamam que se sentem sozinhos, mas deixaram de procurar companhia.

Muitos reclamam que perderam tudo, mas esqueceram que também arriscaram tudo.

Muitos reclamam dos seus problemas, mas não sabem que o problema de verdade está dentre deles.

Muitos reclamam que nada dá certo, mas não enxergam que de tão negativos que são nada pode dar certo para eles.

Enfim, a verdade é que pouco adianta reclamar, pois quase tudo em nossa vida hoje é apenas consequência das escolhas que um dia fizemos no passado.



Como se decepcionar com as pessoas.

Já notou que sempre nos decepcionamos com as pessoas? Mas, porque isso acontece com tanta freqüência?

Para nos decepcionar, basta estabelecermos altas expectativas e esperar muito das pessoas, pensando que elas podem dar muito mais do que realmente são capazes de dar.

Basta imaginarmos que as pessoas podem ser como somos, pensar como pensamos ou enxergar como enxergamos.

Basta esquecermos que as pessoas são pessoas, imaginando que são imunes aos problemas e erros e acreditar que todos estão sempre alegres e felizes.

Basta tirarmos conclusões precipitadas, falar antes de ouvir tudo, responder antes mesmo de ouvir toda a pergunta e achar que entendem mesmo antes do assunto estar concluído.

Basta acreditar demasiadamente nas pessoas, mesmo quando não encontramos motivos confiáveis nelas ou não acreditar quando temos todos os motivos para isso.

Basta sermos teimosos e desconsiderarmos os conselhos recebidos e acreditar no que queremos crer ao invés do que é real.

Sim, para nos decepcionar com as pessoas é relativamente fácil, bastando que simplesmente façamos as escolhas erradas e desconsiderarmos a realidade. Assim o melhor que resta é aceitarmos que assim como se surpreender com as pessoas, a decepção também faz parte da vida.


Tempo para pensarmos sobre nós mesmos

Em algum momento da nossa vida é preciso parar tudo e pensar, pensar sobre a vida, valores, erros e acertos. Mas como é difícil fazer isso, pois todos esperam muito de nós, exigindo que tomemos decisões rápidas a todo o tempo, fazendo com que as tomemos sem pensar o que as significarão para nós mesmos.

Pensar sobre nós mesmos é um grande desafio, pois por mais que tentemos, nunca conseguiremos compreender tudo o que queremos sobre nós mesmos. Talvez seja por isso que as pessoas procuram ajuda para entenderem a si mesma, pois quem está de fora consegue enxergar aquilo que muitas vezes nós mesmos não vemos. Isso é verdade, mas como seria bom se pudéssemos sair de dentro de nós mesmos e compreender tudo que não podemos entender.

Para entender a si próprio é necessário desmaterializar-se de si mesmo, sendo ao mesmo tempo frio e auto-empático, mas acima de tudo sincero, tendo coragem de dizer a mesmo, aquilo que realmente precisamos ouvir, mesmo sabendo que não daremos a atenção ao que dissemos.

Problemas? Ah, a vida é cheia deles, mas o mais difícil de resolver é aquele que está dentro de nós. E são nesses momentos que percebemos que é muito mais fácil resolver os problemas alheios e quão incapazes somos de resolver nossos próprios.

Para pensar é preciso estar longe, longe de tudo e de todos e não ter ninguém para conversar além de nós mesmos, não ouvir opiniões, nem conselhos, não esperar respostas e nem fazer perguntas, mas poder olhar para o nada, como que procurando um horizonte perdido de nós.

Não se engane em concluir que seremos fáceis nos entender, porque não somos. Nem pense que existem receitas prontas e que acharemos todas as respostas, pois nem tudo sobre nós é explicável, e, portanto nem tudo pode ser entendido, mas a certeza que podemos ter é: Pensar mais sobre nós mesmos só nos fará sentirmos melhor.


Como posso entender?

Quantas vezes eu paro e penso: Como é posso entender? Entender o mundo, as pessoas e entender a si mesmo.

Quantas vezes achamos que dissemos o certo mas entenderam o errado ou simplesmente dissemos errado sem planejar fazer isso?

Quantas vezes nos sentimos incompreendidos, como se as pessoas em nossa volta tivessem  a obrigação de compreender aquilo que nem mesmo somos capazer de entender?

Quantas vezes desejamos ser outras pessoas, como que imaginando que existe vida perfeita e deixamos de perceber que outros acham a nossa perfeita e gostariam de estar em nosso lugar?

Quantas vezes cobramos justiça, ainda que muitas vezes somos injustos, cobramos amor ainda que odiemos, cobramos respeito ainda que desrespeitemos, enfim, cobramos o tempo todo ainda que odiemos ser cobrados?

Quantas vezes cobramos tanto de nós mesmos, como se tivessemos a obrigação de sermos perfeitos, como se falhar fosse um ato não permitido e aumentamos a imensa angústia da auto-decepção?

Quantas vezes ficamos em dúvida, quanto tudo parece tão claro ou sentimos a sensação de vazio, quando alcançamos aquilo que tanto desejamos?

Quantas vezes somos conselheiros de problemas, que nós mesmos não sabemos resolver ou nos tornamos referência para as pessoas, ainda que achemos que não somos para nós mesmos?

Quantas vezes sonhamos com o impossível, como que tentando sentir o gostinho do irrealizável ou somos capazes de tornar um pesadelo, aquilo que para muitos é apenas um sonho?

Pois bem, quantas perguntas insistimos em encontrar respostas, como se existissem respostas para todas elas, e gastamos todo nosso tempo e esforço, buscando soluções para o insolúvel, quando poderíamos simplesmente viver e deixar a vida acontecer, lidar com complicações, mas nunca complicar, ser nós mesmos, sem se preocupar com o que vão pensar e entender que de fato não podemos entender o mundo as pessoas e acima de tudo a si mesmos.



O que eu estou fazendo aqui?

Quantas vezes estivemos em locais ou situações onde simplesmente nos perguntamos: O que eu estou fazendo aqui?

Quantas aulas e palestras que assistimos sem qualquer interesse no que estava sendo dito?

Quantas conversas com colegas ou amigos, que simplesmemte ouvimos sem tampouco prestar atenção?

Quantos favores que fizemos sem dispor de tempo somente para atender as necessidades de uma pessoa próxima?

Quantas viagens fizemos sem qualquer vontade e nos condicionamos a ficar lá até que não aguentássemos mais?

Quantas vezes deixamos a mente vagear e ficamos olhando para a pessoa como se não estivessemos vendo ninguém na nossa frente?

Mas porque tendemos a não questionar claramente o que estamos fazendo aqui?

Será que de certo modo fomos condicionados a concordar com o que não concordados e aceitar o que não queremos?

Será que estamos mais disposto a agradar ou temos medo de desagradar os outros?

Ou será que por não sabermos responder o que estamos fazendo permanecemos em dúvida se devemos ou não continar fazendo?

Na verdade não sei as respostas a essas perguntas… aliás pensando bem… o que mesmo que eu estou fazendo aqui ?





Um Novo Dia

Uma das maiores certezas que existem é que sempre haverá um novo dia. Não importa quão bom ou ruim tenha sido o seu dia hoje, mas ele vai acabar e não existe nada melhor do que um novo dia para deixar para trás os problemas do dia que se passou.

Teve um excelente dia, pois saiba que amanhã será um novo dia, onde tudo será diferente, podendo ser melhor ou pior, mas com certeza diferente.

Teve um péssimo dia, pois sempre resta a esperança de que o amanhã pode ser um dia bem melhor.

Quase nada pode evitar que surja um novo dia e mesmo que por uma infelicidade pessoal você não venha conhecer esse dia, com certeza ele virá para outras pessoas a sua volta.

De qualquer modo um novo dia pode mudar tudo, pois a cada dia muitas certezas são claras:

- Não existe um dia sequer que não aprendemos algo novo, mesmo que não nos tenhamos dado conta disso.

- Não existe um dia sequer que não acabe, ainda que alguns dias possam parecer os mais longos que já existiram.

- Não existe um dia em que todas as coisas tenham ocorrido totalmente certo ou errado, ainda que não percebamos isso.

- Existem dias em que nunca mais nos esqueceremos, assim como haverá aqueles em que nunca seremos capazes de lembrar.

- Todos os dias cometemos erros e acertos, independentemente de quão certos ou errados desejemos agir.

- Todos os dias são bons ou ruins, mas o que os tornará assim, na maioria dos casos dependerá de nós mesmos.

- Na vida temos a opção de mudar os nossos dias, porém existem dias que podem mudar toda uma vida.

Enfim, como está seu dia hoje? Acho melhor não se preocupar tanto com isso, porque amanhã será um novo dia.



7 Dicas para ser mais feliz


7 Dicas para ser mais feliz

  1. Separe um tempo diário para si mesmo, nem que sejam alguns minutos, afinal você merece.
  2. Não more mais de 30 minutos do seu local de trabalho.
  3. Dedique tempo aos seus filhos, isso é um dos melhores presentes que pode dar a eles.
  4. Faça exercícios 3 vezes por semana, isso fará bem para seu corpo e mente.
  5. Valorize os momentos da vida e registre-os, pois haverá um dia que só sobrarão lembranças.
  6. Combata prontamente pensamentos negativos antes que eles derrubem você.
  7. Tire proveito daquilo que você faz melhor e não gaste muito tempo naquilo em que será apenas mediano.

Anderson Hernandes


O “Desejo”

É incrivel como de repente bate dentro de nós uma vontade quase incontrolável de fazer algo. Bem alguém deu a ela o nome de “desejo”.

O desejo não tem hora marcada, podendo surgir sem avisar e gerar grande desconforto.

O desejo pode ser estimulado, ainda que de modo involuntário pelo desejado.

O desejo cria uma fascinação na pessoa, tornado-a cega para todas as outras coisas.

O desejo assume diferentes formas, podendo ser desde um objeto a uma pessoa, incluindo o tangível e o intangível.

O desejo nem sempre é realizável, pois que nunca desejou o impossível?

O desejo nem sempre depende somente de nós, aumentando ainda mais nossa descepção.

O desejo nem sempre é permitido, afinal, será que existe alguém que nunca desejou o proibido?

O desejo, quando realizado, pode gerar diferentes sensações, que vão da satisfação a insatisfação e da realização a decepção.

O desejo também pode ser o próprio desejo, pois como é bom sentir-se desejado.

O desejo pode estar ao seu lado materializado em forma de pessoa, e o mais incrivel é que podemos passar a vida inteira sem ter coragem de revelá-lo.

O desejo muitas vezes é secreto e irrevelável, mas nem por isso deixa de ser intenso.

A verdade mesmo é que o desejo é complicado, porque podemos sentir o desejo de não sentir desejo.

Sim, o desejo está presente em quase tudo na nossa vida, motivando nossas ações e desmotivando outras tantas, gerando conforto e desconfortos, podendo ser um problema quando se está presente e até quando se está ausente, nos fazendo agir como loucos e inconsequentes. Mas talvez você esteja se perguntando, por que estou falando tanto sobre desejo? Não sei, acho que senti um desejo de falar.


Por que somos tao carentes?


Se pensarmos um pouco, notaremos o quanto somos carentes.

Sentimos-nos, carentes quando cai a chuva e ficamos olhando pela janela e pensando… assim ficamos tristes e mesmo sem saber por quê.

Quando estamos carentes tudo parece contribuir para mais carência,é a música que toca e o choro que vem e bem lá dentro do coração o sentimento que dói.

Existe carência de todo a espécie,da carência de atenção a de afeto,que clame simplesmente por abraço,quando ninguém parece ouvir.

Tem a carência de carinho,que só passa quando se deita a cabeça e sente aquela mão gostosa passando para lá e para cá.

Tem a carência de amigo,daqueles que ouvem, entendem e sabe que se pode confiar.

Tem carência de paixão, daqueles ardentes que fazem o coração disparar, o corpo tremer e enorme para o ego.

Tem carência de elogios onde simplesmente se deseja ouvir uma frase de reconhecimento por tudo o que fez, disse ou até a decisão tomada.

Tem aquela carência que surge da rejeição e que nos diz que nunca mais seremos amados.

A carência pode ser passageira ou duradoura, vem mais de noite, mas pode surgir de dia, é mais freqüente quando não temos o que fazer, mas pode aparecer mesmo quando nem temos tempo para pesar nela e normalmente toma conta quando estamos sozinhos, ainda que alguns sejam carentes mesmo acompanhados.

Mas é possível combatê-la desde que estejamos dispostos conceder, mudar e nos empenhar.

Podemos trocar a pessoa companheira pelo cachorro, a presença pela foto, abrir mão do beijo da paixão pelo abraço do amigo, a conversa face a face pela no telefone e mesmo até estar disposto a substituir o amor perdido por um novo amor.

Ironicamente a pessoa carente afasta sua carência encontrado outro carente, como se os carentes se atraíssem.

Enfim, se procurarmos todas as respostas de por que somos carentes notaremos que não podemos encontrar, mas se pensarmos bem poderá achar o remédio para ela e com isso concluir que apesar de carentes, temos todos os motivos para ser feliz.


Os muitos “eus” dentro de mim

Se olharmos bem para nós mesmos verá que existem muitos “eus’ dentro de nós. A cada dia conheço um “eu” diferente e me surpreendo com isso.

Conheci o “eu” amável, capaz de fazer de tudo pela pessoa amada como se ambos fossem um único “eu” existente dentro de mim.

Conheci o “eu” feliz, que não permite que nada possa estragar a alegria, mesmo quando se tem todos os motivos para estar triste.

Conheci o “eu” egoísta, que só pensa em si mesmo, sendo capaz de passar por cima de muitas coisas para satisfazer a si próprio.

Conheci o “eu” carente, que suplica companhia e afeto nos momentos mais difíceis.

Conheci o “eu” queixoso, que se queixa de tudo e de todos e não é capaz de valorizar aquilo que tem.

Conheci o “eu” pai, que se esquece de si mesmo apenas para cumprir o seu papel de fazer um filho feliz.

Conheci o “eu” louco, que age inconseqüente e como quem nunca deveria prestar contas sobre seus atos.

Conheci o “eu” amigo, capaz de apoiar e ajudar os outros nos momentos que estes mais precisam.

Conheci o “eu” humorado, fazendo com que as pessoas se alegrem e se sintam bem ao seu lado.

Conheci o “eu” mal humorado e percebi que às vezes nem eu agüento meu próprio “eu”.

Conheci o “eu” confuso, incapaz de tomar decisões sobre quais caminhos tomar, mesmo nas mais simples situações.

Bem, não sei ao certo quantos “eus” conheci e nem quantos outros conhecerei na minha vida.

Não sei por que temos tantos “eus” diferentes e porque se afloram em diferentes momentos da nossa vida.

Não sei se meus “eus” são adaptáveis às circunstâncias ou se são instáveis a elas.

Não sei por que às vezes, sinto até que eles conflitam entre si, numa espécie de luta entre o bem e o mal.

Não sei quais deles são sábios e quais são tolos.

Somente duas coisas eu realmente tenho certeza:

Os meus diferentes “eus” nos tornam imprevisíveis, pois nunca sabemos qual, quando e onde cada um deles se manifestará.

São tantos “eus” dentro de mim, que nem sei mais se sou eu que acabou de escrever tudo isso!


O Tempo

Já parou para pensar que a nossa sensibilidade ao tempo muda com o tempo? Isso significa que o que tem significado para nós hoje em virtude do tempo que é não terá igual significado logo em seguida em conformidade com o tempo que será.

Se eu lhe perguntar sobre o que fez hoje pela manhã, muito provavelmente saberá a que horas acordou, o que comeu, por quanto tempo tomou banho e tantas coisas mais. Mas saberia precisar as mesmas coisas depois de uma semana?

Assim que nasce um bebê, começa a trajetória pela vida onde primeiramente os pequenos minutos faz a diferença e em seguida as horas e por fim os dias. Assim dizemos, por exemplo, que um bebê tem 10 dias de vida. Passam-se os meses e esquecemos os dias, pois ninguém diz que um bebê tem 180 dias e sim seis meses. Mas logo os meses perdem o efeito e vem os anos. Alguém já te perguntou quantos meses você tem? Pois bem, o tempo é assim.

Mas nossa sensibilidade com o tempo e espaço continua a mudar e o que antes era contado com períodos curtos, passa a ser visto como períodos maiores. Por isso é que comemoramos, por exemplo, as bodas de prata e de ouro de um casamento.

Mas a vida também traz tristezas, pois temos o ente querido que perdemos, o casamento que se desfez, a oportunidade que se perdeu, mas ainda assim, o tempo tem se mostrado o melhor remédio, pois é como se diz: Nada como dar tempo ao tempo.

Por isso o tempo nos mostra grandes lições:

Tudo aquilo que contamos as horas ou os minutos até que acontecessem, um dia só lembraremos o ano.

As alegrias e as tristezas daquilo que acontece na nossa vida vão ficando menores com o passar do tempo.

Ainda que saibamos que o tempo não para, em algum aspecto da nossa vida se olharmos bem de perto vamos notar que paramos no tempo.

O tempo é cruel com nós mesmos, deixando marcas em nós mesmos que nem mesmo ele é capaz de apagar e ao mesmo tempo é nosso amigo apagando outras tantas que só ele poderia apagar.

Em fim o que é na realidade o tempo? Ainda não descobri, mas peço a você um pouco mais de tempo para pensar.


O que somos de verdade

Estive pensado sobre o que somos de verdade, mas descobri que compreender o que somos não é uma tarefa fácil.

Às vezes somos aquilo que gostaríamos de ser ou gostaríamos de ser o que não somos.

Às vezes somos o que outros gostariam que fossemos ou não conseguimos ser o que gostariam.

Será que somos o que os outros acham que somos? Ou somos o que pensamos que somos?

Às vezes imaginamos como seria ser outra pessoa ou simplesmente nos imaginamos ser diferentes do que somos.

Outras vezes não podemos mostrar o que somos ou nem sabemos ao certo o que somos e podemos nos enganar sobre o que somos de verdade.

Dizem até que somos diferentes por dentro do que somos por fora, vai entender!

Buscar ser aquilo que não somos é ingrediente para o sucesso, mas buscar aquilo que não podemos ser é ingrediente para o fracasso.

Alcançar aquilo que desejamos ser é ingrediente para a auto-realização, porém ser somente aquilo que os outros querem que sejamos é não ter identidade própria.

Fingir ser o que não somos é viver uma mentira, mas ser sempre verdadeiros é um risco.

Pois bem, o que somos de verdade? Não sei, mas espero descobrir um dia!


O que siginifica ser feliz

Incrível como todos nós almejamos a felicidade, mas o que é na verdade ser feliz?

Ser feliz é acordar todos os dias e saber que se está vivo e que se tem um longo dia pela frente.

Ser feliz é poder chegar à nossa casa e ter uma família para passar as poucas horas do dia que lhe sobraram.

Ser feliz é ter poucos amigos, ainda que se tenham muitos colegas.

Ser feliz é não ter muito e nem pouco demais, sim é ter o suficiente simplesmente para ser feliz.

Ser feliz é ter coragem de chorar e compreender que na vida não se chora somente por tristeza.

Ser feliz é entender que nem sempre tudo vai dar certo na nossa vida, mas que não é por isso que tudo só vai dar errado.

Ser feliz é compreender que estar triste não é a mesma coisa que ser infeliz e que estar alegre não significa que se é feliz.

Ser feliz é saber que ninguém é completo suficiente para ser feliz sozinho à vida toda.

Ser feliz é fazer os outros felizes e sentir quão bom é fazer o bem aos outros.

Ser feliz é valorizar o que se tem e não desistir de buscar o que não se tem.

Ser feliz é não trocar a felicidade por momentos de alegria e enxergar o futuro ao invés de somente o presente.

Ser feliz é valorizar a si mesmo e saber que exigir muito de si mesmo só nos torna infelizes.

Ser feliz é ver que ainda que não estejamos bem, sempre existirão inúmeras pessoas em situação pior que a nossa.

Ser feliz é, portanto, amar e ser amado, abraçar e ser abraçado, dar e receber afeto e acima de tudo, compreender que ainda que eu alistasse aqui outras mil diferentes definições, ainda assim não expressaria tudo o que é ser feliz.


O que realmente importa?

Todos nós vivemos em um mundo bem diferente do que vivíamos há décadas atrás. Hoje há muito mais distrações, compromissos, tecnologia, enfim muito mais o que fazer. Mas será que sabemos o que realmente é mais importante?

As pessoas dizem que valorizam a vida, mas a arriscam desnecessariamente no trânsito e nos esportes.

As pessoas dizem que seus filhos é a coisa importante, mas porque então, quase sempre os deixam em segundo plano, por trabalharem demais ou simplesmente não terem tempo para eles?

As pessoas dizem que o dinheiro não é mais importante, mas só pensam nele.

As pessoas dizem que cuidam da própria saúde. Mas por que a jogam fora com vícios e má alimentação?

As pessoas dizem que o importante é ser feliz, mas, cada dia parecem que são mais infelizes.

As pessoas dizem que valorizam o que é mais importante, mas fazem o que é mais urgente.

Diante disso o que é mais importante?

Importante é tudo aquilo que esta acima de tudo subjugando os demais.

Importante é algo que pode até ser protelado, mas nunca esquecido.

Importante é algo pessoal e não se torna importante só porque é importante para outros.

Importante é o que pode ser totalizado em meio a tantas outras coisas.

Importante é algo que merece o esforço extra, dedicação exclusiva, foco e valor.

Por fim, depois de olharmos o todo, de pensarmos em tudo e analisarmos todas as alternativas, o importante será aquilo que naturalmente importa para nós.


A Vida Fora da Zona de Conforto

Quantas vezes você já ouviu a expressão “estar na zona de conforto”? Pois bem, essa expressão está relacionada às pessoas que se refugiam e conforma-se a uma rotina imutável e estável, quer seja no âmbito pessoal, profissional ou familiar.

Mas por que podemos dizer que a zona de conforto é tão perigosa? É porque o conforto gera a falsa impressão de que tudo está bem, quando nada na vida pode estar 100% bem. Só depois que o emprego se vai, que o relacionamento se rompe, que a doença avança é que acordamos e vemos que simplesmente paramos no tempo. Mas, na maioria das vezes é tarde de mais.

A busca pela estabilidade quer profissional, pessoal ou familiar é natural dos seres humanos, pois, se nada na vida for estável ficaremos exaustos com tantas mudanças. Por outro lado, acomodar-se numa falsa estabilidade é altamente perigoso. Portanto, temos de rever de tempos em tempos nossa vida profissional para mantermos nossa empregabilidade, nossa vida pessoal para cuidarmos da nossa saúde física, mental e espiritual e nossa vida familiar para manter a chama ativa do casamento.

A zona de conforto nos torna menos profissionais do que podemos ser, menos amados do que podemos conquistar, mais gordo do que gostaríamos estar e alcançar muito menos na vida que na verdade podemos alcançar.

As pessoas na zona de conforto criam um limite imaginário em volta de si mesmas e com isso se tornam incapazes de evoluírem a si próprias e o ambiente que estão, perdendo oportunidades de crescimento.

Por outro lado, as pessoas que fogem da zona de conforto estão revisando constantemente o “statu quo” e buscam o constante aprimoramento pessoal, alcançando degraus antes inimagináveis.

Existem aqueles que vivem na zona de conforto somente em uma faceta da vida, e que apesar de altamente evolutivos na área profissional, estão estagnados no aspecto familiar. Nestes casos, podemos dizer que as facetas da vida não se equilibram, estando desalinhada com um objetivo central. Para estes segue o principio básico do equilíbrio pessoal: Não existe sucesso profissional que compense o insucesso pessoal e familiar.

Diante de tudo isso, só nos resta nos policiar, motivar e entender que de fato a vida real é aquela fora da zona de conforto.


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